31.7.06

Para que serve o mapa dos sites?

O mapa dos sites tem o simples efeito de ser um orientador para o internauta mais especializado ou esclarecido: quem o usa amiude, entra por aqui de modo a não perder tempo a saltar de janela em janela.

Mais que um índice, é a apresentação da estrutura, da espinha dorsal do site e tem o condão, quando é bem feito, de ser um claro indicador e apontador das matérias que estão "escondidas" no site.

Por outro lado, é um bom parâmetro de procura para os pesquisadores de sites, no sentido de os encontrar, estruturados e portanto mais "orientados" para as palavras-chave de pesquisa.

Entre a opção de ter e não ter, é preferível apresentar este mapa do site pois demonstra também uma maior maturidade na execução dos sites e para o utilizador, uma dimensão mais transparente do seu conteúdo.

Aconselha-se vivamente a sua apresentação.
JA

27.7.06

Cidadania Simplex qual a utilidade do e-mail?

Neste espaço de cidadania, interrompo o ciclo de análise dos sites da administração pública para reflectir e denunciar outra realidade: a inutilidade do e-mail!

Uma das questões mais prementes que me assalta dede que lido com estas questões da internet é a seguinte: se a ferramente veio facilitar instrumentalmente a comunicação entre as pessoas, porque será que este meio não é aproveitado para isso mesmo, facilitar a vida às pessoas?

Colocada a questão de outra maneira:
- para que servem os e-mail se as entidades públicas em 99% dos casos não estão preparadas para dar a resposta dentro do prazo aceitável e esperado para tal? Que serviço público de qualidade é esperado dessa forma, obrigando as pessoas a deslocarem-se para os serviços?

Ressalvo desde já as excepção por mim conhecidas:
a primeira, a Conservatória do Registo Automóvel, que responde em 24 horas aos e-mail. Considero isto um excelente serviço, dentro dos parâmetros do serviço virtual pela internet e das expectativas do cidadão. A 2ª situação que conheço é da Direcção Geral de Viação que responde entre 48 e 72 horas, o que considero muito bom, tendo em conta o facto da maior parte nem sequer responder aos e-mail.

Neste conhecido processo de SIMPLEX-COMPLEX será que elaboraram um protocolo de padrão de serviço on-line, virtual a prestar e que possa ser esperado como normal pelo cidadão? As instituições prepararam-se para responder atempadamente às solicitações vindas por via do e-mail de forma a simplificar de facto a vida às pessoas? Então por que apresentar uma publicidade enganosa de que agora a vida do cidadão está mais fácil quando a cultura organizacional ainda emperra na falha de incumbir alguém preparado para responder a estas mesmas solicitações ?

O mais grave ainda é disponibilizarem o e-mail nos contactos e nem sequer se dignarem a responder: experimentem enviar um e-mail para um dos hospitais da rede de assistência médica pública.

26.7.06

PROPOSTA: criação de loja de cidadão virtual

Exmos. senhores governantes, por favor não compliquem: tragam para o mundo virtual o que já foi feito de bom na vida real para os cidadãos, se
possível ainda melhor; sigam o princípio "simple is beautifull".

Que
tal uma loja do cidadão virtual?
:::::
Adivinha: que site é este?

caso tenham mais curiosidade para uma análise detalhada http://www.dgrn.mj.pt


SIMPLEX-COMPLEX::Os sites da Administração Pública

O comprovativo de que ainda há muito por fazer nesta componente da comunicação virtual da Administração Pública está à vista naquele que é talvez o mais útil para a vida económico-empresarial e dos mais antigos sites: falamos do site da Direcção Geral de Registos e Notariado.

Porém, não foi bafejada de inspiração na sua componente de realização web criativa, pela amálgama de texto e tentativa de colocação de imensos conteúdos. Se bem que, numa tentativa frustrada de arrumação, a babilónia instalou-se na net da Administração Pública.

Segue apenas e tão só um simples apelo já que os dados estão lá, basta um facelift: coloquem-se no lugar do cidadão e vejam quais as dificuldades que este tem para entender a "linguagem virtual da AP". Caso tenham dúvidas, pf testem com alguém que nada teve a ver com o site e seguam os velhos princípios da web structure.

Melhorar é preciso, venha o próximo...

25.7.06


Qual a finalidade do investimento na comunicação através do espaço virtual por parte do estado?

A meu ver, esta questão deveria consubstanciar 2 perspectivas:

1. Incrementar o relacionamento com o cidadão
2. Dinamizar o papel activo do estado na economia

Ora, são precisamente estas 2 perspectivas que não estão a acontecer factualmente, por estarem contrariados os princípios de boa comunicação. Estes horizontes estarão na nossa mira nos próximos artigos a exibir.

A) Qual o valor do investimento do estado no espaço virtual?
O resignado cidadão português desconhece e não se dá conta do investimento efectuado pelo estado português na comunicação efectuada nos inúmeros sites da Administração (Portais, sites das várias entidades, micro-sites, um rol de etc).

Pior é desconhecer quais os objectivos da orientação descrita pelo responsável que aprovou o site (normalmente estará no briefing de lhe dá origem), que levou à sua efectivação para tirar daí conclusões: a análise do custo-benefício.

Sabemos que está a ser gasto dinheiro(quanto?), com uma finalidade (por vezes obscura em função do que é mostrado) e que o número de iniciativas é enorme.

B) Qual a mais valia do investimento para o cidadão?
A mais evidente será/seria a da informação democratizada, de livre acesso e menos onerosa dos serviços públicos.
Propositadamente, evitei o termo gratuito pois esse é logo o grande erro e (des)engano dos Governantes.

Porém, em face dos resultados, acresce outra dúvida mais relevante e substancial, quer do ponto de vista da optimização dos recursos, quer do ponto de vista das mais valias para o cidadão: em face do resultado da "montra" da Loja do Estado, do qual somos simultaneamente patrões e "clientes", passámos a máquina burocrática física para o espaço virtual ou não? A meu ver, SIM! Simplificou e optimizou recursos? A meu ver, numa perspectiva de fundo, NÃO! O cidadão obteve efectivas mais valias qualitativas e quantitativas, simplificou a sua vida quotidiana sob o peso da burocracia? NÃO!

C) O Admastorsoft
Este cabo das tormentas pelo qual os Governantes nos querem fazer passar, qual intrépida viagem pelos descobrimentos do mundo virtual que inglóriamente tenta ganhar foro de causa nacional, pelo qual teremos que ser os melhores apesar do nível de iliteracia vigente entre a população portuguesa, revela outra realidade: o narcisismo pseudo-estratégico. Porquê?

Em 1º lugar, porque a máquina burocrática passou para o mundo virtual: o efeito do simplex passou-lhe ao lado. O cidadão dirige-se a um simples sítio na internet e daí vai a todas as "administrações públicas" em 3 clics? Tentem e vão ver o que vos espera...

Em 2º lugar, porque a máquina burocrática abocanhou mais uma fatia dissimulada do orçamento em comunicação de cada ministério. Senão vejamos: quanto custou mais, toda a construção de sites para o simplex, para a empresa on-line, etc., etc,...

Em 3º lugar, porque os simples princípios básicos de comunicação no espaço virtual não são seguidos, os objectivos do investimento não são conseguidos e nem os melhores exemplos de sites dos actuais amigos portugueses da Organização SOFT, podemos citar aqui o da stand up www.standup.org, são tidos como exemplos das melhores práticas. Lamentavelmente, antes fossem e teríamos já algo a ganhar...Inquestionável também é o valor dos muitos técnicos, da imaginação dos designers, enfim de tanta massa cinzenta que dá corpo a ideias dos poucos que decidem sem saber, tantas vezes, nem do que falam.

Em 4º lugar porque o cidadão ficou mais fácil e habilmente baralhado com a manipulação da informação e o estado não diminuiu o seu papel de intervenção na economia portuguesa, antes está a aumentar cada vez mais, dobrando ainda o que acontecia ao tempo de Salazar: se com colónias e continente, a intervenção do Estado na economia portuguesa se situava a níveis dos 40%, incluíndo as políticas de restrição industrial e mesmo comercial; hoje, apenas com o seu espaço do cantinho mágico da Europa, a intervenção do Estado situa-se aos níveis de 70% na economia nacional. O Estado virtual orientou de facto este investimento para melhorar a informação e optimizar recursos para os mecanismos de controlo? O tempo passa...

"Pois é, pois é, com Fertor é que ééééé": este delicioso anúncio da ovelhinha portuguesa, deixa perceber o substrato do fertilizante e do rasto de substrato fortificante da passagem dos nossos melhores anos de alimento e melhoria de qualidade de vida do cidadão português dirigido pela nata da política e da máquina burocrática.

D) O país dos anéis
Ficar na história de Portugal foi, é e será para muitos um feito de ousadia, determinação e coragem, saber e conhecimento, intrepidez e carácter, abnegação e altruismo, imaginação, inovação e visão, serviço ao próximo e solidariedade, entre tantas outras qualidades reconhecidas nos nossos antanhos e dos nossos antepassados.

Sempre fomos e somos um país de efeitos surpresa, ora especiais, ora ordinários (no sentido de comuns); umas vezes triunfantes pelos efeitos de repercussão nos casos de sucesso, ora rastejantes pela amargura, de língua afiada, debatendo extensa e exaustivamente efeitos sem conexão de causas que levem a introduzir medidas correctivas de modo a alcançar os objectivos, um rumo estratégico de vida para o país.

O tempo urge, já vai mais um meio mandato na República Portuguesa e o nosso Senhor dos Anéis debate-se exauridamente entre argumentos comunicativos ocos e vazios, sem orientação na acção e estratégia alguma para brilhar, discernimento táctico, atitude e vigor, afundando-se no meio dos saurions que lhe sugam o sangue até à inanição.

No seu processo catártico e de catarse, o povo português muito sabiamente percebeu e mitigou numa simples frase da sabedoria popular, aquilo que muitos não entendem ainda hoje nos softs aneis virtuais: "vão-se os anéis, ficam-se os dedos".

Acautelem-se senhores, pois é com os dedos que este povo sempre soube tocar guitarra e dedilhou os seus demandos...

20.7.06


A estratégia do Portugalsoft: passar além do Adamastor Microsoft

Ainda não se tendo percebido claramente qual a estratégia para o país e quais as áreas críticas de sucesso para as quais devemos estar preparados para o futuro próximo, eis que são revelados aos poucos quais os contornos do negócio da (in)dependência virtual do nosso país para com a Microsoft.

Tendo vindo a público quais os números envolvidos no negócio do governo português para os próximos 3 anos com o gigante do software, não é de espantar que o Sr. Bill Gates venha mais vezes a Portugal do que vai à India. Penso até que foi um bug do sistema do XP, que causou o problema inexplicado dos recentes exames de física-química e teve de se deslocar ao nosso país para re-iniciar (reboot) o sistema para voltar a funcionar.

O Portugal virtual do Plano Tecnológico está em perfeitas condições de se tornar refém da Microsoft e esta matrix não é visível para todos, apenas para alguns infiltrados no sistema que são calados e aniquilados sempre que levantam a voz ou colocam em causa, questionam, criticam as opções tomadas por um governo pequenino na eficácia e grande na vã glória de se entregar nos braços do seu Senhor.

Sinceramente, pensei que o bodo chegara mesmo aos pobres como nós, pedintes da Europa e da América, quiçá de todo o mundo; pensei que a fundação Melinda e Bill Gates (http://www.gatesfoundation.org) tivera um extraordinário rasgo visionário e se lembrara de nós para nos ajudar a levantar aos mais elevados desígnios virtuais a educação, numa acção piloto da reforma educativa americana http://www.standup.org, quais descendentes da perdida Atlântida abertos à inovação tecnológica e aos ventos novos.

Desenganem-se porém todos os que esperam eternamente na fila deste Portugal inacabado e auto-condenado: se ainda tínhamos pouco, menos ficámos agora, pois os efeitos não se fazem esperar e eis que os sites do Governo são um exemplo de virtuosismo de webdesign para os pares nesta área e melhoram a olhos vistos para o cidadão em cada dia que passa; qual Fénix renascida das próprias cinzas, eis que voltamos a entregar o ouro dos descobrimentos a estrangeiros, colocando esperanças para além do Cabo das Tormentas e dando de mão beijada os nossos dados mais preciosos na mão do gigante Adamastor.

Sem valer a pena ficar na praia a ouvir as vozes incentivadoras do infortúnio e da desgraça dos velhos do Restelo, é mais proveitoso para este venturoso povo luso partir em novas demandas de horizontes novos: este povo já tudo provou no passado quando se muniu de coragem para além das suas forças; no presente momento, está a ruminar esperanças e a reunir forças para colocar na prancha mais uns dirigentezinhos que o maior feito do conhecimento foi desbaratar as energias da nação.

Veja-se o exemplo da justiça a ferro e fogo, dos funcionários da Administração Pública, da falência penhorada das Autarquias, da falta de respeito dos governantes para com este povinho mesquinho que nem merece ouvir desculpas, dos objectivos anuais falhados a meio do ano e justificados com pergaminhos de pó de arroz obnubilando os olhos dos curiosos do Diário Económico em descobrir mais 10 mil no saco azul das boas intenções(ver http://www.de.iol.pt) , entre tantos outros bons exemplos de administração pública que intervem em cerca de 70% na economia nacional e a esbanja em mordomias e oferece no Cabo das Tormentas onde este povo sofre as amarguras e a intempérie.

Acautelem-se senhores governantes, o povo há muito fervilha e remoi osso de presunto no caldeirão do desprezo a que o votaram...aprendam com o gigante adamastor e juntem-se todos numa fundação "LEVANTA-TE PORTUGAL" e talvez as vossas boas intenções colham frutos neste Portugalsoft.

19.7.06

As expectativas logradas do SIMPLEX
De que vale o esforço de investimento em recursos quendo a eficácia é duvidosa e a máquina burocrática se impõe ao cidadão e às empresas? Esta simples opinião reside no facto simples da constatação da tentativa de simplificação se torna mais complicada para o cidadão, a publicidade pode ter o efeito preverso de desencantar o cidadão e lograr as expectativas.

Para quem como eu viveu entre os meandros da máquina administrativa do Estado desde que tenho consciência e consquistou os seus primeiros escudos a trabalhar nas férias para ter algo mais a seu gosto, reconhecendo que a maior "expertize" quiçá mais "espertice" se baseava no conhecimento, vulgo cunha, ou na auto-comiseração de uns quantos funcionários para com os "pedintes" do sistema que na sua magnanimidade concediam o bodo aos pobres, é um quanto estranho a publicidade enganosa emanada pelo estado sobre as suas acções administrativas, em vez de incidir o seu esforço na mudança de mentalidade e cultura.

Senão, vejamos friamente, é reconhecido o esforço e a diferença entre simples 5 anos, ao que mantém-se como pertinente a questão da efectividade da eficácia do investimento. Ao que se segue:

1. Optimização de recursos
Parcialmente conseguida com as lojas do Cidadão, melhorando inclusivé as condições de trabalho de quantos ali estão as horas laborais. É talvez o ponto mais significativo na efectividade desta mudança. Melhorou o atendimento? Parcialmente. Mudou a cultura do convívio laboral eas idas ao café aos pares ou trios, revelando a ausência de chefia e coordenação, em vez de atendar rapidamente as pessoas e ajudar a resolver os seus problemas? É difícil mudar esta cultura...Há auditorias e blind visits? O desconhecimento do terreno é uma falha há muito perdida no tempo por parte dos srs. directores...

2. Pragmatismo
É sintomático que sejamos os melhores do mundo na arte do desenrascanso, qualidade enaltecida e reconhecida pelos nossos pares externos em todo o mundo e arredores, e nos falte a vontade para tratar das tarefas até ao fim e duma vez. Podem falar dos sindicatos e dos direitos dos trabalhadores, dos empregados e dos patrões, enfim, das antíteses bacocas dos séc. XIX e XX, mas o que interessa é uma verdade que um reconhecido académico da área financeira nos alerta: se as medidas correctivas não forem tomadas mais drasticamente, daqui a 5-10 anos somos os pedintes da Europa. A evitar este caminho, só uma estrégia de desenvolvimento sustentado, com as alíneas bem claras e exposto de forma transparente e justificadas é que será possível. A política porém, encarrega-se de obnubilar o fim do caminho e os usurpadores e sugadores dos bens públicos de hoje não estarão depois para sofrer as consequências.
Senão, que dizer do tão esperado cartão do cidadão anunciado há quase 6 meses, que só ano no 4º trimestre do corrente vai ser testado e disponibilizado apenas em 2007? Que dizer das reformas adiadas e inacabadas, perdidas entre guerras corporativas e deprimentes numa pura exibição da sanidade mental dos dirigentes?
Justiça, educação, saúde passaram de causas de uma revolução perdida para o bem comum para causas ocas de caos...semeiam-se ventos, colhem-se tempestades!

3. Síntese e eficácia
Apenas algumas questões se levantam neste sentido:
a) Os dirigentes e gestores deste país acham que os sites da administração pública recentemente propagandeados são sintéticos, pragmáticos, simples, entendíveis, chegam ao objectivo em 3 clicks, tudo na óptica do utilizador?
b) Os dirigentes e gestores deste país acham que a burocracia se simplificou de facto? Para criar uma empresa pela internet é necessário um certificado digital, daaaaaa...onde encontrá-lo? qual o link? Para se increver na central de compras do estado, idem; mas não se espantem pois acresce que temos de importar a ficha de inscrição e enviar todos os documentos legais e comprovativos-certidões de ausência de dívidas ao estado e segurança social (esta última não faz parte do estado, não é?). Querem uma sugestão? Proponham acessos simplificados às oportunidades e procedimentos administrativos, invistam na qualificação das pessoas e on-line da informação, no controle efectivo(fiscalização); comuniquem quais as penalidades para os incumpridores e actuem in loco sobre os faltosos de imediato(será na abertura dos concursos públicos)...concentrem energias naquilo que podem fazer, em vez de espalharem-na nas intenções do que nunca conseguirão acabar...
c) Os dirigentes e gestores deste país acham que é pelo facto de estarem a investir cegamente nos meios virtuais e a gastar o nosso dinheiro para fins cuja eficácia é duvidosa e incertos serão nos resultados, enchendo-a de "palha" ou como dizem os internaustas, de "yadayadayada", que conseguem tornar a administração mais transparente e simples para o cidadão e as empresas tendo passado a mesma burocracia obscura para o espaço virtual?

Em resumo
Só um país demente e exangue na sua própria anestesia do silêncio e da vergonha aguenta ainda esta corja de avençados do oportunismo e de impreparação política. O desnorte é total e a penumbra no caminho é assaz tenebrosa já para os cidadãos de hoje em dia, quanto mais para os vindouros...
Salve-se quem puder e cuidem-se senhores que o povo já anda a ferver no caldeirão da insatisfação há algum tempo...

18.7.06

The Hub Magazine da Reveries

É uma referência no mundo virtual dos blogs para os profissionais do marketing, a Hub Magazine reune artigos de opinião e comentários aos mais recentes aspectos da activação de marcas, branding, activação de consumidores, media, promoções e outros assuntos relacionados.

É vasto o excelente acervo documental, a não perder e deixar-se entusiasmar pela assinatura anexa:
"Thinking Marketing for business visionaries"

Veja mais em http://hubmagazine.com

Ver também relacionados em http://reveries.com e http://www.reveries.com

14.7.06


Viver a marca: superar as expectativas para recomendar...


As marcas tem implícita uma promessa e a sua comunicação é fundamental para que o consumidor a percepcione.
A correspondência entre a comunicação e a percepção vivida pela experiência do consumidor, traduzirá correctamente ou não a correspondência entre a "entrega" e as promessas percebidas.

Decorre que para o consumidor nem sempre é claro nem garantido que os valores transmitidos sejam correspondidos e consequentemente, umas marcas sejam mais fiáveis que outras. A qualidade do relacionamento será derimido pelo maior ou menor espaço obtido nessa diferença.

Superar as expectativas concederá maior credibilidade e fiabilidade do consumidor em relação à marca. Trará maior lealdade? Por princípio, sim. Nem sempre isso acontece, quando outros factores da entourage do consumidor mudam e factores irrelevantes num dado momento se alteram, pendendo o factor decisão in momentum para outra marca.

É sobre este "clink" que incide o experiential marketing: conhecer os consumidores e efectivar momentos experimentais sobre os factores de decisão destes consumidores, de modo a perceber o que constitui neles a mudança de percepção em relação às marcas.

O "click" no momento de escolha do consumidor e o "link" de conexão causa-efeito na sua mente, que o leva a escolher esta ou aquela marca, são os factores críticos de sucesso nesta matéria do Experiential Marketing.

Mais do que as promessas, a comunicação das mesmas e a sua percepção, entender os factores desviantes e os factores de dissonância em relação às marcas e produtos constitui o próximo desafio e a mais valia na activação.

Recomendar é decidir e arrastar positivamente outros para a experiência de consumo e, provavelmente, para a manutenção de um relacionamento a longo prazo.

10.7.06

WEB SITE: Nova visão da comunicação na net

Pensar um site isolado da forma como funciona a net?

Traduz o resultado tantas vezes reflectido no desalento e nos resultados obtidos por quantos investiram milhares de euros em sites, apenas pensado como instrumentos de comunicação da empresa ou pessoal, cheios de programações em flash, java scripts e outras linguagens e sem ter em conta o resultado final pretendido para quem o procura.

Frequentemente, adversamente ao movimento do Portugal Digital em desenvolvimento pelo poder político, ouvimos os empresários comentar "investi xx.xxx,00 € e ainda não vi nada", investi no site xx.xxx,00 €, com compras on-line, compras por c
artão de crédito (yada, yada, yada) e até agora nem uma encomenda pela net ou pelo e-mail".

Repetem-se inúmeras, milhares de vezes, argumentos sem conta, monesprezando o principal factor para que o seu site seja encontrado: fazer-se visível.

E já agora: que tal ganhar um dinheirinho residual, que mais não seja para investir no próprio site?

A vitrine da empresa não é só para estar disponível virtualmente para ser encontrada, activada de forma passiva, mas deve ser articulada e pensada de forma activa para figurar entre as principais páginas dos motores de busca, bem assim passivamente, para ser encontrada de forma mais imediata por quem a procura.

A arte de o fazer é o tema de workshops desenvolvidos por nós e dá corpo ao serviço prestado nesta área para as empresas a nível de Portugal Continental.

Consulte-nos. Somos parceiros para vencer na activação.

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5.7.06

WEB STRATEGY: Blogs a soldo ou Viral Blog? @@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@@

Site paga por comentários em blogs

Serviço mistura material publicitário ou de marketing com os comentários de blogueiros na internet

Há um novo e polêmico serviço querendo explorar a crescente popularidade dos blogs. O chamado PayPerPost remunera os blogueiros que colocaram posts favoráveis a determinados produtos em seus diários.

O serviço foi tema de reportagem da revista de negócios Business Week, que descreveu que os anunciantes podem especificar como os blogueiros devem escrever sobre os produtos, criando uma confusão entre os comentários e anúncios, já que os blogueiros não precisam falar aos seus leitores se aquele comentário foi positivo por ser originado pelo PayPerPost.

O que está em jogo, claro, é a credibilidade destes novos meios, já que os leitores não teriam como filtrar se os comentários em blogs refletem a real opinião dos autores ou se aquilo foi ´material´ pago

Em seu site, o serviço PayPerPost se apresenta como um sistema automatizado para gerar atenção para produtos, serviços ou mercas por uma rede blogueiros associados, o que viabilizaria aumentar a visibilidade dos anunciantes em ferramentas de buscas.


Alexandre Barbosa

ACTIVAÇÃO: gosta do que não quer ouvir?

Consumidores definem o que é foco no cliente. Os homens de negócio falam muito sobre a importância do foco no cliente, mas raramente perguntam a eles o que isso significa. De acordo com o estudo “Consumidores dizem o que as companhias não querem ouvir” ( Customers Say What Companies Don't Want to Hear), as definições para ambas as partes são muito diferentes. “Há uma tonelada de discussões sobre foco no cliente, mas nunca tínhamos nos dado ao trabalho de analisar o assunto da perspectiva do cliente”, diz o consultor de CRM Dick Lee, co-autor da pesquisa.

Ele, juntamente com o Ph.D. David Mangen, conversaram com 554 consumidores do mundo inteiro sobre o que consideram importante em um relacionamento com uma companhia. O estudo, que foi dividido em 12 categorias, de acordo com a área de atuação da empresa, teve um ponto comum: o foco no cliente é o fator mais importante em um relacionamento de negócios, independentemente do setor no qual a empresa atua.No ranking de importância realizado pelos consumidores, esse item aparece em primeiro lugar, com 60% de citações, seguido por conveniência, com 51% e preço, com 49,4%.

Os entrevistados disseram, ainda, que o item mais importante de uma companhia, após a qualidade do produto, são os atendentes. São eles que ajudam os clientes a resolver problemas e não se prendem apenas na realização de processos eficientes – que muitas vezes sequer consideram as vontades dos consumidores. “As práticas de CRM hoje não oferecem aos clientes o que eles realmente desejam”, afirma Lee. “Foco no cliente começa na cultura e nos valores da companhia.”

Definições contraditórias

Lee vê um descompasso em como os clientes e o mundo dos negócios definem foco no cliente. “Para os consumidores a definição é: queremos empresas que pensem em nós como pessoas, nos respeitem e se comuniquem de forma honesta”, diz. As companhias não devem supor que os clientes são leais; devem trabalhar para conquistá-los continuamente. E, finalmente, devem ter funcionários que atendam adequadamente.

Já as companhias procuram obter o máximo de informações sobre os clientes, mas não percebem que muitas vezes os consumidores não querem tanta intimidade.

Consumidores no controle
Durante anos, especialistas ressaltaram o poder do vendedor sobre o cliente. A novidade é que os consumidores estão descobrindo quanto poder eles têm e começando a usufruir disso. “Houve uma mudança significativa no comportamento dos clientes nos últimos dez anos“, comenta Lee. “Eles estão muito mais confiantes agora”. As táticas tradicionais, como promoções e valorização da marca, já não funcionam mais como antes. Empresas como General Motors e Ford descobriram isso recentemente.

Os entrevistados elegeram Amazon, Nordstrom, e Toyota/Lexus como suas companhias favoritas. Já empresas como Wal-Mart e o Sprint Nextel caíram para as últimas posições no ranking de preferência. “Muitas firmas estão vivendo de passado, esperando que o vento volte a soprar em seu favor”, diz Lee. “Há uma grande relutância em dar mais poder ao consumidor.” O Wal-Mart, por exemplo, está tentando ganhar mercado com a venda de vinhos e produtos eletrônicos de última geração. “Não faz nenhum sentido, a menos que se reparem as falhas na experiência do cliente”, afirma Lee. “Foco no cliente e bom relacionamento são essenciais para o sucesso do negócio”, destaca.
Por Elizabeth Glagowski, colaboração para Inside 1
Recolhido em www.administradores.com.br
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