Caso tenha a vontade de ler a blogosfera, te direi que nunca te darei os parabéns pelo atavismo a que estás a conduzir o país.Quando andas preocupado com imagem e com congressos de encher o olho, muitos de nós portugueses andam à míngua e a tentar sobreviver à fome e à pobreza. Desperta artista Sócrates.
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3.3.09
30.6.08
Na escuridão
Parece que foram mais os que se perderam no ar e na chapa que os de certeira pontaria para um alvo que já não estava no Portimão Arena, o Sr. José Sócrates e evitando o frenesim à sua volta.Parece que a intenção fica no ar e que os avisos à navegação foram levados em conta, na histeria dos ministros das nulidades...Aprecaltai-vos senhores, pois num país de regicidas carbonatados, celebrando e alguns festejando precisamente este ano um século da morte do seu último representante de Deus na terra portuguesa, Sua Majestade D. Carlos e o seu filho príncipe Filipe, mais facilmente acalentará o chumbo ardente com uma assinatura de silêncio a quem leva o seu povo à miséria e à ruína, enquanto anda bailando de festa partidária em festinha dos palminhas nas costas. E pelos vistos, há um século atrás, foi por muito menos! Parece que os seus apaniguados é que não gostaram de sentir a total ausência de segurança, quando polícia, GNR, Judiciária, SIS, GOE e outras forças de segurança seguiram o seu grande líder e os deixaram à mercê das sortes fumegantes.Parece até que passou mais uma fase da vida do Sr. Manuel Escuridão. Que mais se quer desta (in)segurança?
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23.4.08
Falência do estado
Já entre os parceiros sociais se difunde a grande questão como o estado irá sobreviver com o custo de 5% a mais no seu orçamento, devido À sua proposta de pagar mai 5% nos custos dos compromissos sociais com os colaboradores.É que verdade verdade, mesmo a mais pura verdadinha, as empresas sobrevivem sem os recibos verdes ou dão verdadeiro uso aos compromissos de prestação de serviços. Já o mesmo não se passa com o Estado, que de má fé sempre viveu e sobretudo nos tempos da governação da partidarite, em que abre as goelas e os cordões à bolsa, seja para os serviços seja para os institutos públicos e um manancial de colaboradores a recibos verdes inunda a máquina do estado.Como os que saem são os que precisam de trabalhar em vez dos aparatnicks, algumas perguntas surgem no horizonte das mentes preversas: terão os arregimentados partidários passado sempre recibo verde? Quantos é que ainda resistem com recibo verde? Em quanto é que as multas ao Estado vão aumentar o seu orçamento real?E como é que os parceiros sociais caem neste engodo e acham muito bem? É mesmo para ganharem margem de manobra ou para ficarem bem na fotografia?
Estamos na fase do "YES, man" deste governo amigo, não é?
26.3.08
alguém explica - saúde
Uma coisa tão simples quanto a contenção de custos na administração pública para efectivar a melhoria global da economia e do seu peso institucional vergado sob bigorna férrea que a afunda, e o povinho permanece impávido e sereno quando se riem na cara dele.>p>Este miserabilismo do pobre, que sorri para lhe darem uma esmola para safar a barriga de misérias e ri quando lhe dão míseros cêntimos de aumento na pensão de reforma ou na gamela do queixume, está bem patente na forma como reage à serena anestesia que lhe vão lançando quando reclama.A responsabilidade do Sr. Sócrates na actual situação do país ainda não está verdadeiramente manifesta no que nos arrasta para o fosso; alguém nos explica como se efectuaram tantos cortes, nos médicos, nos enfermeiros, nos hospitais, nos centros de saúde, num rol de fazer inveja à mais organizada paróquia do século XIX e as despesas com os gastos de saúde aumentaram uns milhares valentes de euros?O fim foi melhorar a qualidade de vida das populações? Que o diga o povo com as virtudes que se deitam de cara avermelhada pela vergonha e acordam de cara lavada pelo sofrimento da vida de mais um dia sob o jugo da tirania democrática do Sr. Sócrates.
20.4.07
senhores e engenheiros
Senhores e engenheiros Entre o povo corre um ditado, " senhor é mais que doutor", tal a consideração popular, fruto de séculos de sabedoria: as pessoas são mais importantes que os títulos. Num tempo em que já o tempo nada vale, quando se dizia que "tempo é dinheiro", a avaliar pela salganhada da ausência da data no certificado de habilitações de José Sócrates, talvez valha a pena perguntar quanto valeu esta rasura de um simples elemento fundamental, o tempo, pedra basilar de referência na evolução da civilização e na marcação de eras. Nos dias correntes, as receitas das pessoas em Portugal são avaliadas em contos, essa moeda virtual de dimensão transnacional do mundo português, e as despesas são referidas em euros; é tal a disparidade de sentimentos da população trabalhadora deste país em relação à sua realidade presente, que já será de todo indiferente o que e qual é ou não a qualificação de José Sócrates. Ressaibiados e extremistas, algumas vozes ainda tem a lata de se escandalizarem quando Salazar é escolhido como o melhor português de sempre. Será de facto ou é a percepção da diferença de carácter, atitude e firmeza na condução dos destinos do país? Sinais dos tempos sentirão outros, perante os atentados que são feitos às elites e determinados sectores do poder do estado, funcionários públicos entre os mais atingidos na baixeza da consideração por eles, e por fim, os atentados aos construtores dos elementos base da cultura de um país. Certamente, será difícil ultrapassar esta prova de fogo sem sair chamuscado da voragem política e da notícia preparada com zelo, amparada pela simplicidade de uns quantos favores prometidos e na ausência da sua prestação dos compromissos. A quem serve toda esta parangona da chicane política? Aos sicários e mercenários do poder é com toda a certeza; ao país de pouco servirá e à sua imagem a nível internacional; finalmente, sobre o povo, a quem deveriam servir os políticos e quantos se dedicam ao serviço público, é que se abate o efeito de dirigentes com curto pudor e sem escrúpulos. Bem ajam todos os que contribuiram de forma significativa para a revelação de tamanha hipocrisia e da oferta de verdadeiras pechinchas noticiosas em tempo de saldos de verão antecipados. Quem se proclamava como o paladino da inovação, da transparência, da moralidade, de ter estratégia e visão para o país, ter a honradez e obter a explicação transparente de como se consegue um título académico, já é outra música! Todavia, tenhamos em conta que não é só esta personalidade, pois nos idos da revolução dos cravos, tomados de assalto os registos das universidades, quantos serão afinal os actuais políticos e titulados académicos que granjearam o seu título com a falcatrua? Muitas destas pessoas dirigem hoje os destinos de muitas entidades, instituições públicas e empresas, mas como há pouco hábito em Portugal de fazer o rastreio destas titularidades e de confirmar referências, de facto pouco vale o título académico para além da experiência profissional adquirida na base do saber e do que efectivamente se sabe com a experiência da vida A realidade nua e crua é esta: muitas destas pessoas são os responsáveis hoje pelos nossos destinos no futuro e o espectro do fartar vilanagem no mar rosa do poder é "o que está a dar". Desconhecia que os blogs fossem tão poderosos a ponto de ultrapassar o 4º poder na revelação destes escândalos, servindo para justificar a tese da cabala política, conforme referido pelo próprio em entrevista televisiva e pelos arregimentados de serviço. A 2 anos de mandato e na sequência da sua ausência do poder, o regresso ao poder baseado na propaganda da falta de consistência dos responsáveis do poder, deixa antever que melhor será começar a preparar as próximas eleições com candidatos à altura, honrados, de carácter firme e sobriedade de conduta ética. Demitir-se quando o navio está a ser atacado, preserverando o combate político assente em ideias e convicções a favor dos destinos de um país, é cobardia; demitir-se quando a afronta o atinge pessoalmente, até haver luz na escuridão de títulos conquistados de maneira pouco transparente, é humildade e, no limite, firmeza de carácter. A provar-se o contrário e a sua inconsistência, tal atitude colheria muitos frutos entre os eleitores; caso contrário, pagará por ser ou parecer agarrado como uma lapa ao poder, sem eira nem beira para se servir dele. Uma famosa série de televisão caracterizava bem esta realidade e dava a receita ideal: demita-se senhor ministro!
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