30.8.06

Para que servem os blogs?

O que são e para que servem os blogs?
As empresas devem integrar os blogs na sua estratégia de comunicação?


A Edelman, com uma assinatura singular "Pionner thinking", é uma das maiores empresas no mundo das relações públicas e produziu um estudo interessante sobre os blogs, a sua razão de ser e a sua integração na estratégia de comunicação das empresas.

O título do estudo é bastante sugestivo, apresentado como "Trust MEdia, Why the Average Person is finally Getting Heard", subtítulo "The 1.0 Guide to the Blogosphere for Marketeers and Company Stakeholders, The first in a series in a New Communications & Word-of-Mouth Marketing".

Se já lhe abriu o apetite só pelo título, não espere para devorar o conteúdo...

29.8.06

A centopeia do Futebol

A centopeia do futebol nacional

Tem muitas patas e seria o jogador All-in-One ideal para todas as posições em campo, até mesmo na baliza...mas não é, infelizmente para alguns dirigentes desportivos, a braços com a falência técnica de clubes de que são reponsáveis.

Este bichinho, com alguns exemplares no Jardim Zoológico de Lisboa, simpático para alguns e odioso para outros, é mais o símbolo de alguns dirigentes desportivos do cenário nacional, que jogam em muitos campos, em muitas 4 linhas não relvadas e estão reféns de muitos compromissos obscuros. Já nem falo de qualquer indício de corrupção pois só ouço falar e não aparecem provas de nada. Este tema, uma vez mais na vox populi veio à tona, mas foi escamoteado pelo ensurdecedor grito dos arautos da desgraça.

O que não entendo sinceramente, é a fuga para a frente de todo um conjunto de situações e o adiar sine dia de um caso como este, envolvendo 2 clubes de presença na 1ª liga da época transacta, como este caso chega ao estado actual e cria o impasse a outro clube, já de si emparelhado na camisa de forças do calendário de jogos do campeonato nacional e da Liga dos Campeões. Depois entra outro clube, tipo rabejador, para ajudar ainda mais à festa. E o inteligente manda suspender tudo após a entrada em campo da justiça portuguesa...do qualé sintomático a afirmação suspeitosa de um dos dirigentes "confiamos na justiça dos tribunais portugueses, já que na desportiva não podemos confiar". É só de agora? Descobriram a pólvora? Ou foi só enquanto andaram na Liga até ao risco de descerem de divisão?

Se este cenário todo não é confuso, não sei o que é confusão...mas certamente para os adeptos cada vez mais esclarecidos com todo este caso e com os peões de brega nesta arena reinante, não vai haver jogo nas 4 linhas proximamente, pelo menos com relva e passa tudo ao pelado!

As regras do jogo fora das 4 linhas só é válido para alguns e agrada até um dia, senão que dizer do compromisso imposto pela FIFA e UEFA sobre a proibição de recorrer aos tribunais civis em questões desportivas? Que dizer do divórcio agora entre dirigentes políticos no poder e que dão dinheiros públicos para estes clubes, se inibem de vir a terreiro para fazer uma autoscopia neste mal emaranhado? Que dizer da irresponsabilidade de deixar este caso ir de férias sem solução? Que dizer da comissão de disciplina da Liga a lavar as mãos nisto tudo e a regozijar-se com o regabofe? E a Liga? E a Federação? E o jogador? E...?

A improdutividade nacional chegou ao futebol pois já nem serve o lema "deixem-nos trabalhar"...Vão-se embora por favor.

O que grito é "deixem-nos apreciar o futebol" ao qual os jogadores certamente responderão "deixem-nos mostrar o que sabemos a jogar". Pagamos para ver um espectáculo mas não é este, pois em vez de se dedicarem a fazer do evento desportivo de cada jogo um verdadeiro show off (ao menos nisto podiam aprender alguma coisa com os americanos!), estes dirigentes andam entretidos a auto-promoverem-se À custa dos papalvos que somos nós.

Para este cenário "já dei" tempo de antena demais...boa sorte aos 3 grandes na Liga dos Campeões!

25.8.06

Votos de bom campeonato para todas as equipas e saudações desportivas a todos os adeptos adversários: que ganhe o melhor!

Pouco escrevo sobre futebol e raramente entro em discussões a esse propósito. Sou um dos muitos participantes silenciosos da Bancada Central de TSF, deixando aqui o meu cumprimento a toda a equipa que produz aquele trabalho, dizia eu que estou mais interessado nos convidados do programa, nos temas e nas diversas observações e perspectivas sobre aquele devorador de vontades e emoções que é o desporto futebolístico.

Para deixar uma pequena transparência da minha imparcialidade, sendo simpatizante do Benfica (declaro aqui os meus interesses, embora não sendo sócio de cartão, aceito o convite para ver os jogos por parte de benfiquistas confessos, após muitos anos de desilusão com certo tipo de orientação no futebol e de desmandos de violência, ter abandonado o estádio onde passei muitos fins-de-semana em pelo menos 5 anos da minha infância), trabalho lado a lado com vários sportinguistas, uns mais ferrenhos que outros e tenho amigos do Porto. A ordem do título também não reflete nada em especial, senão o nome dos 3 grandes presentes nos Campeões, que desejo os melhores votos de sucesso nesta campanha 2006-2007 e por considerar por ordem crescente quem está com mais elan para o campeonato nacional.

Queria deixar bem presente neste início de campeonato, para além dos renovados votos iniciais, tendo sido praticante amador sempre gostei mais de o jogar que o comentar, sendo que me parece que isso se passa com todos aqueles, profissionais ou amadores, de que isso se passa dessa forma. Acrescem também os votos de que os responsáveis do desporto, os seus intervenientes e os media acrescentassem reais mais-valias ao desporto, evitassem os escândalos, bem como cruzassem os dedos nos lábios quanto às fofocas.

Considero que os principais factores críticos de sucesso determinados são 5:
1. Construir uma equipa (una, sólida, com objectivos e determinada)
2. Gestão de recursos (humanos e materiais)
3. Gestão de prioridades
4. Visão, táctica e disciplina (criar um sistema de jogo e engrenar as rotinas)
5. Gostar da arte (no sentido de amor à camisola, jogar o jogo pelo jogo)

O factor de sucesso indeterminado é AQUELE, sim, o feminino, a estrelinha da sorte! Essa, ora sorri em cada pequenino passo de cada jogo e pessoalmente, a cada profissional ou não sorri e passa a cometa de chorrilhos na constelação dos infortúnios... Como vemos por esta simples constatação, as mulheres terão um lugar de mais preponderância no futebol!

Sem ser lírico quanto ao poderio económico desta actividade profissional da economia global, acredito ainda nas equipas surpresa, por vezes sensação, que mostram precisamente quão válidos são estes considerandos, em detrimento dos favoritismos dos grandes. Basta olhar para o que aconteceu aos temidos equilíbrios alcançados pelas equipas do "meio da tabela" ou lembra o espírito dos "panteras negras" ao tempo de Jaime Pacheco, sem concordar com a forma de jogar da equipa, conseguia transmitir para o público aquela vontade e determinação que o guindou a uma posição de liderança numa época; que palavras nos restam para qualificar ou descrever a detrminação de um Vitória de Setúbal perante as dificuldades e as atitudes déspotas do seu dirigente máximo.

Já aqui elogiei a atitude inteligente do Presidente da Federação Portuguesa por ter contratado um treinador estrangeiro, independente e alheio a pressões dos dirigentes nacionais. Acredito no valor dos nossos treinadores portugueses e deixem-se de puridos clubísticos, o Mourinho é mesmo uma referência nacional no seu percurso como treinador (quer se goste ou não), parecendo-me que a hora de disputas dos nossos valores nacionais já vai adiantada para o início do campeonato. Uma coisa é certa, exmos senhores: quem melhor agarrar aqueles simples factores críticos, sejam de clubes grandes ou não, terá marcado no trilho do sucesso aquele rasto que leva à vitória.

Neste sentido, os meus votos de sucesso aos treinadores portugueses em disputa pelo campeonato nacional e a todos os que andam lá fora a lutar pela vida. Também os meus votos de sucesso, por acréscimo, às equipas de arbitragem, para que façam da sua autoridade uma pedagogia de desportivismo e não o saco de pancada de todos, não pelo seu silêncio mas pelo seu gosto de intervencionismo no estrelato desportivo. Junto estes dois intervenientes num mesmo parágrafo, porque são aqueles que mais sofrem as agruras dos comentários dos treinadores de bancada, do público em geral e as chicotadas psicológicas.

Aos dirigentes não desejo nada em especial a não ser que se se meteram nisto foi por interesse e não por amor! Sendo que ali estão "pró que é!" e deve ser feito, sirvam os clubes e as SAD de forma profissional, como melhor sabem ou contratem para o efeito, mantenham a sua discrição nos negócios e evitem a tentação do show off quer de ajudarem o circo de vaidades da falsidade desportiva. Se se meteram nesse empreendimento foi por sua vontade, ninguém os obrigou: se quiseram e foram atraídos pela carne, os ossos é que lhe dão estrutura e consistência, pelo que há a tarefa de os roer, ainda que penosamente nalgumas situações até ao fim do mandato. Sem se iludirem ou pretender iludir a turba, pensem sempre que em última análise são os responsáveis eleitos pelos sócios uma vez que se sujeitaram ao seu veredito, pelo que na ausência de resultados e espectáculosatisfatório ou iniciativa e inovação na captação de espectadores, o sport show fica muito mais pobre: é isso que se pretende, entertainment mesmo que a equipa da casa perca, batendo-se até à última.

Honra e glória aos vencedores, respeito pelos vencidos!


24.8.06


Sistema Nacional de Saúde Doente

A imagem fala por aquilo que continua a ser assustadoramente pior no sistema nacional de saúde, mesmo com as significativas alterações de gestão.

O documento fotográfico é revelador do espírito e do suplício de uma manhã inteira de hoje, no Hospital Sta. Maria, serviço de neurologia.

Não se compreende muita coisa neste mundo dos necessitados, que como alguém disse há uns milénios atrás, sempre os haverá e pobres...Incompreensível porém, que não se páre para pensar um bocadinho e melhorar a qualidade de vida de um doente ou de quem padece de muitos males, entre os quais alguns pessoais e outros do sistema de saúde.

Senão vejamos:

1. Gestão de pacientes
Incompreensível porque tem de chegar todos os pacientes às 9 horas, dos vários médicos ali a prestar serviço, se alguns destes pacientes são atendidos para lá do meio da manhã.
Para quê e com que fim? Animarem-se com as faces risíveis uns dos outros?
Fizeram uma assinatura, vão lá todos os dias e gostam do espírito animador daquela colónia estatal de saúde?

2. Gestão de recursos
Das colaboradoras ali presentes, não há prioridades nem atribuição de tarefas, mesmo as diferenciadoras de tempos de espera. Quem tenha saído da consulta e quer ir apostar a vinheta do hospital, tem que ir novamente para uma fila interminável e o paciente, de muletas ou cadeira de rodas, fica a gelar.

Os equipamentos para gestão de ordem de atendimento está avariado, entre outros.

Qual país do 3º mundo, a televisão ligada, sem som, passa imagens para, sob o equipamento, os do lado de lá verem, uma vez que os do lado de cá, a nada tem direito.

As instalações são decrépitas, decadentes e ninguém cuida de nada nem de ninguém. As portas todas abertas, com enormes correntes de ar, devem servir para animar o ambiente com uma pitada do deus Éolos e afundar ainda mais o magro pecúnio mensal para o depositar na farmácia e alimentar as farmaceûticas da constipação.

3. Atendimento
Certamente que haverá horas e horas gastas na formação de pessoal e que a idade nada tem a ver com estas questões, mas no capítulo da simpatia já os planetas do sistema solar o deixaram de ser como Plutão agora, e aquelas senhoras deveriam ser aconselhadas a fazer uma plástica, que lhes tirasse os lábios e deixasse os dentes sempre à mostra...pelo menos isso, já que para mostrar boa disposição e simpatia (os outros não tem culpa dos nossos infortúnios!) não é preciso fazer de palhaço, embora algumas pessoas que fazem atendimento ao público merecessem o castigo de serem como o joker (filme do Batman, lembram?)

4. Recomendação
Um hospital criado para ser referência a nível nacional e com uma faculdade de medicina que lhe está associada, é lamentável que chegue ao ponto de ser mais um antro de non sense que de verdadeira gestão hospitalar, para não falar do ambiente profissional deprimente.

Será que os profissionais e pacientes, tendo uma opção diferenciadora com o mesmo nível de assistência médica mas de "cara lavada" a todos os níveis, não a escolheriam?

Será que os profissionais e os pacientes ou mesmo simples observadores recomendariam estes serviços pela actual situação?

Apontem as principais questões a resolver e rapidamente constatarão que há coisas que não é preciso dinheiro para resolver, numa época que priveligia a economicidade do tempo e da palavra.

18.8.06

Consumidor torna-se ativo e muda publicidade
por Helena Carnier

Alterações no comportamento do consumidor e dos anunciantes estão mudando a publicidade. Quem busca produtos ou serviços hoje tem muito mais acesso à informação do que há alguns anos, e está pouco disponível para recebê-la quando não solicitada. Já quem vende produtos e serviços também tem acesso a novas mídias e tecnologias e pode decidir pela propaganda “faça você mesmo”. Essas questões foram debatidas ontem no Centro Universitário Positivo durante o II Fórum de Marketing de Curitiba, diante de uma platéia de 700 pessoas, entre estudantes e profissionais.

O sócio-diretor da agência internacional Almap BBDO, Marcello Serpa, cita um site americano que permite ao empresário montar outdoors pela internet com a ajuda de um software. Em outro, o usuário pode comprar espaço em publicações (mídia) para divulgar anúncios, pagando com o cartão de crédito.

“Muitos empresários que não tinham dinheiro para anunciar nas mídias tradicionais podem comprar espaço na internet sozinhos e pagar só quando alguém clica no anúncio”, diz Pedro Cabral, presidente da AgênciaClick, especializada em publicidade online.

O preço pode começar em acessíveis R$ 0,50. “A propaganda virou commodity. Por isso, a idéia oferecida pela agência precisa ser indispensável”, diz Serpa. Ele agradou a platéia do evento com vídeos criados pela agência premiados em festivais, como aquele em que um passarinho toma um ônibus, desenvolvido para a Gol.

Como o consumidor passou a preferir anúncios e informações buscadas por ele, “a propaganda precisa ser encontrada facilmente em diversas mídias e ser muito mais atraente”, diz Cabral. Serpa lembra o lado bom do “controle” assumido pelo consumidor, que é a tendência de ele se relacionar mais ativamente com as marcas, chegando por vezes a se tornar “embaixador” dos produtos de que gosta. Ele cita o anúncio criado pela Almap para o chocolate Twix, em que três rapazes gritam sua composição: “caramelo”, “biscoito” e “chocolate”. “Essa foi uma campanha que se tornou viral”, diz, referindo-se ao fenômeno de divulgação espontânea de anúncios pelos próprios consumidores.

O público–alvo também sofre forte impacto das novas tecnologias, e as utiliza para participar da divulgação de suas marcas preferidas. Cabral cita o caso de um fã de futebol que mantém um blog na internet sobre seu time, cria uma comunidade no orkut para debater o desempenho dos jogadores e recebe os gols do campeonato pelo celular. Todas são oportunidade de mídia para a publicidade.

Ver mais sobre Consumidor ativo

14.8.06

Activação paralela da publicidade - "clip-e-mail" - Marketing viral

As passagens dos clips de anúncios via e-mail pessoal surge como uma activação paralela da publicidade above the line, transmitido como o anúncio ainda não visto ou recentemente publicado nos canais de media, com a caracterização pessoal crescente dos "mais fantásticos", "espantoso", " diferente", de outra "curte", diferenciador, surprendente, yada, yada, yada.

As vantagens deste sistema através do canal de "clip-e-mail", antecipado e/ou em paralelo, tal como o boca-a-boca, são claras e surprendentes, a ponto de merecer uma "escapadela", fuga informal / intencional de informação, abrindo a caixa dos segredos melhor guardados dos publicitários:

1. é gratuita na publicação
2. "corre" mais depressa e sem formatos de horários
3. fica mais tempo no ar
4. é personalizada
5. cria maior apetencia e abertura à mensagem

Melhor ainda que o marketing viral, é a verdadeira expressão electrónica do boca-a-boca uma vez que disparado à velocidade da luz e com os mesmos pressupostos de comunicação deste, termina por lhe ganhar em custo, uma vez que não existe o pressuposto de qualquer prémio e a mensagem passa com melhor efeito.

O senão desta forma viral de comunicação é que o "cliente" é o detentor final do veredito sobre a mensagem, se a "compra" ou não, para além de não responder a qualquer provocação ou impulso.

Para colocar a cereja no topo do bolo, só resta associar a esta uma qualquer forma subliminar ou explicita de provocação, um segundo filme com outro final (tipo "o que o realizador não mostrou"...) e esperar pela resposta.

9.8.06

Os níveis de Ozono estão mais detectáveis e partilhados: Ozone web

As recentes notícias veiculadas pelos media sobre os níveis de ozono registados em algumas zonas de Portugal nestes dias de Agosto são deveras alarmantes e inspiram cuidados redobrados nesta época estival.

Neste contexto, surge uma notícia interessante e de utilidade para quantos estão preocupados com esta problemética: a Agência Europeia do Ambiente lançou recentemente um novo website que disponibiliza informações acerca da poluição por ozono existente no continente europeu.

O projecto denominado Ozone Web dá a possibilidade de medir e ficar a conhecer a qualidade do ar tanto em termos locais como à escala europeia.

As informações são actualizadas de hora a hora a partir de dados enviados por cerca de meio milhar de estações de monitorização da qualidade do ar espalhadas por todo o continente europeu.

O acesso às informações poderá ser feito através da utilização de um mapa interactivo ou então introduzindo o nome da localidade e país.

O website contém ainda um conjunto de informações úteis acerca da forma de evitar este tipo de poluição.

A poluição causada pela exposição a níveis de concentração de ozono acima dos valores-limite estabelecidos pela União Europeia, 180 micriogramas por metro cúbico, é já encarada como uma questão de Saúde Pública, provocando dificuldades de respiração, afectando assim os pulmões.

O ozono trata-se de um gás muito importante na estratosfera, pois permite criar uma camada de protecção dos raios ultra-violeta, mas a sua existência junto à superfície terrestre pode ser bastante prejudicial.

Veja mais informação sobre a Ozone Web

6.8.06

OPA da SONAE à PT: a reacção em vez da pró-acção

É por demais estranho ou daquelas coincidências articuladas nos labirintos do poder, só após a intervenção pública de um responsável de um dos principais accionistas da PT, Ricardo Salgado do BES vir a terreiro defender uma reacção contra a OPA por parte da Administração da PT, é que esta apresentou algumas propostas esparsas e difusas para contrariar aquela.

Estranha-se ainda mais, após o debate de alguns meses em torno desta questão e da entrada do novo Presidente do CA não ter acontecido ontem. Pior ainda, seria o papel natural do CA da PT e o seu dever fundamental, defender os accionistas e dar contributos válidos para a criação de valor dos seus títulos e investimento.

Acresce que para o contribuinte comum como eu, não entender qual será de facto o poder da propulsão da golden-share do Estado neste caso e para que serve no actual contexto das opções apresentadas, quer em termos de investimento quer em termos de estratégias para o futuro.

A visão estratégica do Estado quanto a este importante sector da economia nacional permanece no limbo e no segredo dos deuses, entulhada na lava do vulcão do toma-lá-dá-cá dos job for the boys, sem entender que mais vale ser claro, sucinto, conciso e directo quando se trata dos dinheiros públicos.

Para além do mais, a contendo com a Comissão Europeia por causa da sua participação priveligiada naquela empresa e condicionando o mercado de diversas formas, quer pela aprovação de operadores quer pela regulação quer pela sua participação em inúmeras empresas de forma directa ou indirecta, o Estado concentra mais esforços em intervir directamente na economia nacional de forma desproporcionada se compararmos com outras economias (Inglesa, Irlandesa, etc) tidas como exemplos de flexibilidade e crescimento, em detrimento dos ganhos imediatos para o consumidor, do seu efectivo poder regulador, em cobrar impostos, em aplicar as coimas aos faltosos e depauperadores do erário público e a quem viola as próprias regras reguladoras do mercado.

Se alguém entender o que se quer e qual o caminho a trilhar será um iluminado ou um favorecido pelo poder vigente neste país de havaianas, a banhos com vagas de calor.

Mais info sobre a OPA PT

4.8.06

O código samurai
por Marcos Hashimoto

Por muitos anos, entre 1192 a 1868, os samurais governaram o Japão e muito do que representa a cultura e o estilo japonês hoje, a despeito de toda a modernidade que dominou o seu dia-a-dia, ainda está fortemente carregado com os valores incutidos pelo código de honra dos samurais, o Bushidô. Embora a palavra samurai resgate a idéia geral de guerreiro, soldado ou capanga, o Bushidô foi escrito por eles para ressaltar a importância da filosofia, das artes e da ética nas artes marciais, ainda hoje preservados nos ensinamentos do karatê, judô, kendô, aikidô, hapkidô, etc.

Aos mais atentos e ligados às artes marciais, à história e cultura do Japão e ao código dos samurais, vai perceber que existem muitos elementos em comum que ajudam a explicar um pouco o estilo do empreendedor oriental. Boyé Laffayette em seu livro ‘O código Samurai: Princípios da Administração Japonesa’, traz alguns destes ensinamentos:

1) Os quatro G’s (Giri, Gisei, Gaman e Gambaru): Giri significa ‘obrigação, dever, justiça’ um forte laço que une as pessoas, desde as relações entre jovens e idosos ou entre pais e parentes, até a lealdade mútua entre empregado e empregador. Gisei significa ‘sacrifício’ e representa a força que faz o empreendedor abrir mão da companhia dos amigos, afastar-se da família e abandonar prazeres pessoais para se dedicar ao seu negócio, quando necessário. Gaman significa ‘tolerância, perseverança, resistência’ e remete para a necessidade de agüentar o que às vezes pode parecer insuportável, não perder a paciência nem a calma sob qualquer circunstância. Gambaru significa ‘esforço, persistência’, a capacidade de se envolver de forma profunda e determinada, não quebrar, não cair, manter-se firme e forte e não desistir jamais.

2) O entendimento do Ken (visão) e do Kan (conhecimento): Precisam vir sempre juntos para melhor entender a realidade. Através da visão do futuro, clara e significativa, o empreendedor pode vislumbrar melhor suas possibilidades e alternativas, que, junto com o conhecimento do contexto e dos detalhes da operação, ajudam a tomar as decisões mais sábias.

3) Melhoria contínua (kaizen): O samurai é um perfeccionista. Está sempre treinando e buscando a perfeição de forma a se tornar sempre um guerreiro melhor hoje do que era ontem. Da mesma forma, o empreendedor é um obstinado pela qualidade, seu orgulho pelo resultado do seu trabalho impõe um nível de excelência que representa sempre um desafio para ele.

4) Desprendimento (Mu): O ideal do desapego tem fortes raízes na cultura Zen budista que influenciou o Bushidô. Esta característica pode ser facilmente identificada na sociedade japonesa que reconhece claramente este fator como determinante para o sucesso japonês como civilização. O desprendimento referido aqui diz respeito à negação do individualismo e valorização do grupo. Os interesses do grupo devem sempre prevalecer aos interesses individuais. Esta é a essência do modelo de gestão participativa que tira posturas autoritárias do empreendedor em favor dos stakeholders, ou grupos de interesse, como clientes, fornecedores, parceiros, governo, funcionários, acionistas, etc.

5) Caráter: Outro princípio filosófico que o Bushidô importou do Zen foi a idéia de que o trabalho deve ser visto como uma forma de engrandecer o caráter das pessoas. De fato, empreendedores verdadeiros não são motivados pelos resultados financeiros, mas sim pela experiência adquirida, pelos contatos desenvolvidos, pelo aprendizado construído e pelos desafios impostos.

6) Atitude mental (Mushin): O código dos samurais diz: ‘É difícil derrotar os inimigos; é fácil derrotar a si mesmo’. Esta pode ser a mais valorizada virtude dos samurais para os japoneses, bem como a mais difícil de se desenvolver. Meditação, privações, confrontações com sentimentos como o medo e resistência à dor faziam parte deste processo. Todo o treinamento se concentrava no auto-conhecimento, que gerava auto-confiança e a decorrente segurança nas decisões em momentos de crise e dificuldade.

7) Confiança (Amae): Por natureza, o samurai acredita, em primeira instância, que as pessoas, de uma forma geral, são boas e honestas. O pressuposto básico que permeia todo início de relacionamento é a confiança. Comer e beber juntos, trocar presentes e lembranças de amizade, participação em fases da vida são formas de construir o ‘amae’. Normalmente o empreendedor também adota uma postura parecida com esta, que às vezes, é confundida no Brasil como ‘ingenuidade’, mas na verdade, é apenas a manifestação de confiança irrestrita. Eventualmente, as pessoas podem provar que não merecem tal confiança e embora o preço possa ser alto, o empreendedor prefere aprender desta forma sobre o caráter das pessoas.

8) Habilidades escondidas (Ude): Ao contrário da cultura ocidental, que valoriza a auto-promoção, o marketing pessoal, a exploração das próprias qualidades e habilidades, entre os japoneses é comum manter-se escondido, mostrando um perfil modesto, restrito, contido e reservado, sem vangloriar-se ou exibir-se gratuitamente, deixando para revelar suas mais importantes forças no momento apropriado, surpreendendo a todos e de forma estratégica. Por este motivo, símbolos de poder, como salas executivas, benefícios exclusivos ou qualquer evidência de superioridade são rechaçados na cultura oriental.

9) Intuição (Haragei): É comum atribuir a capacidade perceptiva e intuitiva ao empreendedor. Entre os samurais, esta característica é fundamental aos seus instintos. Haragei significa ‘pensar com o estômago’ e era um dos traços que famosos empresários japoneses como Konosuke Matsushita, Soichiro Honda ou Akio Morita compartilhavam. A observância a detalhes, a visão holística, o conhecimento tácito, a disciplina constante na educação fazem parte deste treinamento, herdado dos samurais.

10) Harmonia (Enman): Das artes marciais à cerimônia do chá, da culinária às manifestações artísticas como o ikebana, tudo o que permeia a cultura japonesa contém elementos que se traduzem em equilíbrio, harmonia e balanço. Nas relações de negócios, a paciência é uma virtude essencial que se traduz em longas rodadas de negociação e a busca da compreensão da posição do outro ajuda nos ajustes mútuos constantes para encontrar soluções ganha-ganha. A situação vitorioso-derrotado é indesejada, mesmo em situações de guerra. Até bem pouco tempo, um jogador japonês típico não comemorava os gols marcados por considerar uma falta de respeito para com o adversário.

Ver mais sobre O código Samurai

3.8.06

Portugal de Férias: um País de Havaianas

Portugal passou de uma país de tanga a um país de havaianas...e pelado!

O Rei vai nu mas calçado com a onda de havaianas brasileiras que invadiu o país, presente em todas as superfícies comerciais e pontos de venda, a gosto de quem vai de férias e a arejar os pés.

Já sabemos que a política interessa menos que as fofocas sobre as vidas públicas patentes nas revistas cor-de-rosa sobre a Merche Romero, a Ana Malhoa, a Alexandra Lencastre, etc, etc....

Sabemos porém que as forças de pressão não dormem e quiçá as forças de bloqueio estejam adormecidas dentro dos jornais e revistas, a banhos na praia dos Tomates, da Rocha ou outra mais na moda. Quem não se interessa mesmo é o público dos Festivais de Verão, a curtir a música e os chôpinhos gelados, seja no Sudoeste, seja em Paredes de Coura, seja na Rebordosa (sim, essa mesmo, financiada pela fábrica de móveis e a não perder para o próximo ano).

Sabemos que a força de evasão ou de implosão do país, conforme as perspectivas do copo cheio ou do copo vazio, está directamente relacionado com a força propulsora da máquina do big brother partidária e aconómica-financeira.

Sabemos que o grupo de pressão do ISCTE para a implementação do sistema Linux para o Plano Tecnológico terá servido de força propulsora para a entrega do ouro do nosso país à Microsoft.

Sabemos que a força de propulsão, entenda-se sempre de pressão, económica e financeira da banca atira a máquina do estado para grandes contrapartidas fiscais, em detrimento do tecido empresarial português a braços com os buracos negros da falência e da inoperância ineficaz da Administração burocrática estatal.

Sabemos que a força de propulsão da ineficácia e do desespero na cobrança de impostos impôs o rol dos caloteiros, devedores públicos reincidentes e sem arrependimento, exibidos na praça pública com o arauto da intolerância absolutista montado num asno de 3 patas.

Sabemos que muita coisa anda no ar e que as coisas acontecem, andam por aí e "alguém as há-de fazer" numa teoria conspirativa que para além de obscura, é mesmo secretista, mas existe: contrariamente ao que Pacheco Pereira diz amiúde contra as teorias conspirativas nas coincidências dos factos, é interessante que a nau da nação sem rumo se oriente para um azimute incerto, na confusão dos múltiplos disparos a varrer quem quer se lhes oponha ou apareça no meio.

Simultaneamente, das ditas opções estratégicas dos Srs. Dirigentes do Poder na Nação das havaianas, segue em jeito de samba o carnaval do descaramento e do despudor da falta de compromissos sérios com as opções de reformas necessárias e da sua comunicação focalizada no único objectivo de levar esta nação a alcandorar-se nos lugares cimeiros do desenvolvimento.

O risco das opções estratégicas desintegradas e inconsistentes deste aparalho estatal é de termos um Plano Tecnológico e a maior iletracia da Europa, é termos computadores em todas as estações dos correios mas os utilizadores só receberem e-mails de 4 entidades patrocinadoras do processo, é ter ADSL em todas as escolas mas continuar a registar graus de reprovação a português e matemática sem igual até nos inícios do século XX, é termos, é efectuar alterações curriculares na educação e amanhar mezinhas a contrajeito quando as coisas correm mal inexplicavelmente.

O Rei vai de férias, mas vai calçado de havaianas: vai nu mas vai garrido, muito macambúzio e a dizer mal de tudo.

2.8.06

Cidadania Finanças Lista de Devedores Férias

Uma vez mais a Lista de Devedores na ordem do dia e a extrema curiosidade dos portugueses manifestou-se de imediato a avaliar pedos dados de pesquisa por palavras chave nos sites do dia de ontem, tomando como refª o SAPO por ser o pesquisador nacional:

1º lugar = Merch (Romero)
2º Lugar = Devedores
3º lugar = Ana (Malhoa)

Esta tabela é ímpar pelo manifesto de verão 2006 e por mostrar que de facto, as tristezas não pagam dívidas, mesmo para quem as não tem ao fisco. É exemplificativo também do verdadeira estado de espírito estival e do que nos espera para a rentrée do "regresso às aulas" e ao trabalho para recuperar em 4 meses o que não fizemos em 6 e tentar salvar o ano.

Outra coisa não seria de esperar quando a comunicação dos governantes é difusa, dispersante e sem apontar para os elementos pontuais estratégicos do país, se é que os há...

Aproveitando este período de descanso e de reflexão também, sem carpir mágoas pois nada resolve, os votos a todos de uma boas férias e que o retorno seja compensador do esforço que todos temos que fazer mas que ainda não interiorizámos nestes desígnios dispersos na neblina e nevoeiro.

E já agora, atnção à estrada e aos cuidados a ter na condução: civismo, condução preventiva, respeito pelo outro condutor ou peão, educação sejam as máximas de todos quantos circulam nas estradas deste país. E se ainda fôr de férias, quando chegar não deixe de dar notícias aos que mais ama, viva e deixe viver.

Boas férias aos portugueses, devedores e pagadores!
JA

1.8.06

Cidadania - Finanças - Lista de Devedores - Os maiores caloteiros nacionais

No actual estado da nação fiscal, o canto do cisne revelou-se tíbio e inseguro, reduzindo-se à insignificância das medidas avulsas, revelando uma vez mais os fracos e encobrindo os poderosos.

A mudança de mentalidade impõe-se e uma nova legislação de abrangência do crime social será reveladora de um estado maduro e avançado na criação de condições de bem estar e evolução do seu povo: é crime não pagar impostos, é crime de roubo ao país, de roubo a cada um de nós!

Mas a vossa atenção senhores políticos, que dirigem a nação e os seus destinos: também é "crime" desperdiçar o escasso bem público em iniciativas de lana caprina; esgotar o tempo precioso de V.Excias. em discussões estéreis, sem qualquer eficácia, é roubar o investimento do cidadão feito nas vossas pessoas e competências caso o resultado não seja o esperado e para já, não o é passados 2 anos de legislatura(não quero sequer desculpar os outros que lá estiveram, pois não votei neles agora!): a verdadeira essência da questão é que andais continuamente a desbaratar o erário público também, pois nem daqui a um século veremos as mais valias desse investimento!

O meu aplauso por finalmente se aplicarem medidas pragmáticas neste país!

Venham mais, consistentes, concertadas, abrangentes sobre o bem público e que se dê valor ao dinheiro dos contribuintes, que continua a servir para financiar as dívidas de outros, para além da sonegação alargada dos impostos que é feita quer por empresas quer por privados.

O pior desta situação é que andamos a financiar a incompetência 5 vezes pelo menos (acho até que é o dobro!):

1. Quando pagamos impostos e os serviços básicos do Estado são abaixo das expectativas esperadas.
2. Quando compramos serviços/produtos mais caros e o nosso Estado é caloteiro.
3. Quando deixamos que haja devedores ao estado, suportando o custo de capital e de oportunidade.
4. Quando suportamos os custos de ineficiência e não qualidade da máquina Administrativa estatal.
5. Quando pagamos a dirigentes políticos e dirigentes da Administração honorários e ordenados chorudos que para nada serviram/servem nestes anos todos, perdendo oportunidades sucessivas.

A recente publicação da lista de maiores depauperadores do erário público já fez os seus efeitos imediatos, reduzindo significativamente a lista de calotes, embora ainda muito esteja por fazer noutros capítulos, porventura com iniciativas idênticas.

Identificada como medida primária, quiçá terceiro mundista por uns e aplaudida por outros, é concerteza mais eficaz que muitos avisos, acções administrativas e executivas fora de horas e com custos de capital para os contribuintes.

Se falta efectivamente o outro prato da balança na divulgação das maiores dívidas do Estado às empresas e até a particulares, agravada esta dívida pelos custos de capital que as empresas imputam no custo dos produtos e serviços pela prática de atrasos do estado, este revela-se como pessoa de má fé pelo incumprimento dos contratos celebrados e pela falta de devolução de verbas devidas, que os contribuintes pagam indevidamente.

Curioso é o facto de só agora se lembrarem desta medida, isolada, restrita, último canto do cisne perante a ineficácia da Administração Fiscal...

Uma das questões mais relevantes é esta: qual vai ser a atitude da Administração Fiscal daqui para a frente, de transparência pela publicação de lista inversa em que é réu e pelo cumprimento dos seus compromissos ou uma atitude de arrogância e imposição absolutista das suas medidas publicistas?

Em resumo: ninguém gostará de ser exposto na praça pública como caloteiro de índole nacional, mas o princípio errado, inequívoco e absolutista do patrão estatal é bem dentro da filosofia lusa de velhos tempos, "pagas e não bufas!".

Após o regabofe da desgovernação instalado, trancas à porta! Senhores, estão a semear ventos, colherão tempestades, pois não há ainda a cultura de serviço na mente dos nossos cidadãos e nas empresas: a de que sonegar impostos é roubar o nosso país...a cada um de nós!

Um Caso de Sucesso da Administração fiscal
Um processo em instância de IVA dura há 2 anos, por erro da máquina fiscal, mais precisamente do site da internet no registo das declarações trimestrais, 10 vezes registada mais precisamente, apagados 9 desses registos por uma funcionária das finanças (logo, apagou-se a prova!); dada razão ao contribuinte, apagados os restantes 9 e sem resolução nesse sentido, resolvida a questão compulsivamente por via administrativa, ainda não vi ressarcido o meu dinheiro, entretanto já descontado num IRS. Sabem o caricato da situação e só visto num país do riso amarelo? "Está para despacho do reponsável!". Sabem o que é dar despacho? Assinar e dar sequência ao processo. Este senhor não tem tempo, nos 2 últimos anos, para assinar um papel, entre outros que terá certamente à espera, ao qual a máquina fiscal deu razão. Será que ele recebe ordenado e trabalha lá ou está o sistema em auto-gestão? É pouco dinheiro, eu sei, mas é meu! E senhores, não tenho medo das vossas intromissões na minha conta bancária, nem nos meus papéis fiscais, porque fui eu que tomei a iniciativa de os levar às finanças locais perante um funcionário fiscal. Onde e quando errei, assumi a responsabilidade do erro e paguei por isso, noutras situações. Quem vai pagar por isto? Onde está o vosso decoro, decência e autoridade cívica e moral?

Outras questões surgem em catadupla e para as quais, ainda assim, fica a dúvida na obtenção de uma resposta e de medidas adequadas:

i. Quanto tempo tem estas dívidas e qual o custo deste capital para o país?

ii. Onde estão as dívidas dos "tubarões"? O que vão fazer quanto a essas: revelar ou falar com eles 1º para os esconder da vergonha?

iii. Porque não resultaram as medidas das acções executivas e qual o custo administrativo (cartas, pessoal dedicado, etc) desses processos?

iv. Que medida primária é aquela que impõe a revelação da conta bancária porque se apresenta uma reclamação ao fisco, muitas vezes sobre erros da própria máquina fiscal?

v. Quantos destes devedores receberam incentivos do estado e da CE, quando, quanto e onde foi aplicado?

vi. Acham que estas medidas vão atrair mais investimento sem outras medidas complementares de revisão do status de ineficiência e ineficácia?

viii. Para quando medida idêntica em relação ao registo das dívidas das empresas nas conservatórias do registo comercial de modo a torná-las públicas para que todos tenham acesso de igual forma?

ix. Para que servem as sugestões que os cidadãos e simultaneamente contribuintes deixam nas caixas para o efeito? Quantas foram registadas, aplicadas e quais obtiveram sucesso?

x. Vale a pena viver num país que trata indevidamente os seus cidadãos, premiando os prevaricadores(quantas vezes dirigentes da classe política que saem impunes do processo e vão para cargos públicos gerir o dinheiro daqueles que enganaram com atitudes indecorosas de conduta criminosa)?

xi. Quando é que a Administração Pública inclui nos seus concursos a premiação pela boa e atempada execução? Quando se inclui apenas a penalização e tão só esta, não só se espera como fomenta a mediocridade, bem como o custo da não qualidade...

Seja feita outra reforma de mentalidades antes da criação de expectativas de valor económico e a auto-confiança dos cidadãos será fomentada, acarinhada e incrementada.

A culpa da negação de Portugal das "Maria João Pires" espalhadas por esse mundo fora é fomentada, alimentada e espicaçada por vós Senhores dirigentes políticos, pela mesquinhez e pela falta de visão, de ausência de estratégias de desenvolvimento sustentado, pelos compadrios absolutistas, distorcidos, desérticos e estéreis de frutos em prole deste povo.

A CULPA É TAMBÉM DESTE POVO PORTUGUÊS QUE VOS COLOCA À FRENTE DOS SEUS DESTINOS!

José Antunes
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