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9.4.08

Sem remédio

Sem remédio e com a natural presunção do poder corrompido pela vaidade, aditados maneirismos de quem pensa já noutras ondas após as eleições perdidas de 2009, eis que agora nada serve ao trinbunal de contas dizer seja o que for aos enfunados barris de ar fôfo e sabujo dos apaniguados do poder de que algo vai mal no reino da dinamarca: "sérios reparos ao Governo" nada significam para quem tanto lutou por uma luta acérrima ao despesimo e dá de bandeja um subsídiozito à Fundação Mário Soares em prole da Cooperação(?).

A que título, para que projectos e com que resultados?

Ninguém sabe mas também não é para ninguém saber!

6.6.07

Lisboa - Dakar 2008

Lisboa - Dakar 2008

A próxima edição do Lisboa - Dakar, para o próximo ano de 2008, já conta com assíduos treinos da massa da urbe que vive ao sul, a concorrer aos projectos do próximo quadro de apoio QCA III 2007-2013 para jipes, motas e camiões, depois do repto lançado pelo organizador máximo da prova, entretanto nomeado pelo governo português, Mário Lino, após o escândalo da corrupção do Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia no financiamento da prova do ano corrente.

Após o famoso discurso que trouxe este político português para a ribalta internacional da prova raínha do off road, o primeiro ministro português Engº José Sócrates saudou a sua nomeação do Sr. Engº Mário Lino com enorme entusiasmo e prazer, ao elogiar a sua capacidade técnica e os seus conhecimentos de engenharia mecânica e de bio-diversidade, "extremamente importantes para o desenvolvimento das espécimes autóctones ao sul, carentes de protecção e dinamização de acções de engenharia ambiental".

O eleito para este alto cargo, agradeceu a confiança nele depositada e convidou os raríssimos exemplares dos habitantes ao sul em vias de extinção, a fazerem valer as suas qualidades mais realçadas neste últimos tempos de presença nas manifestações ruidosas dos buzinões na ponte e desculpou as últimas ausências verificadas nos eventos por ele convocados, dizendo em jeito de desculpas:


21.3.07

GNR oferta EOS

GNR oferta EOS

O comentário ao artigo GNR impostos EOS, sobre a oferta de um descápotável à GNR torna este estado de coisas ainda mais hilariante, quanto sabemos que ninguém dá nada a ninguém...e como dizia João César das Neves, "não há almoços grátis"!
Tanto quanto sabemos, por alguma razão uma empresa "oferece" um carro deste calibre à GNR e não é preciso ter grande capacidade de imaginação ou criatividade para assim não precisar de confirmar a informação...de alguma maneira saiu dos nossos bolsos ou por compras de outros veículos da marca em circunstâncias que desconhecemos, pois por concurso público é o pressuposto para o cumprimento de requisitos expostos em caderno de encargos...
Mas ainda assim, estava exposto nesse mesmo concurso que haveria esta oferta ou da sua necessidade? Os concorrentes ao concurso estavam em iguais circunstâncias de efectuar semelhante oferta em igual valor ou categoria de veículo? Quem foram os concorrentes, a BMW, a AUDI, a MERCEDES, outros, como a SKODA, etc? Está assumido pelos "players" do mercado que para ganhar concursos é necessário fazer ofertas? E como estará registada esta oferta nas contas do benemérito altruísta? E se assim é, o que dizer de outras entidades de policiamento e do estado? A que fim se destina este veículo? Porque não foi parar às "mãos" de outras forças policiais, com melhor aproveitamento de recursos, quando vemos junto dos nossos bairros da cidade alguns dos veículos de patrulhamento a "cair de maduros"? Há algum benefício em prol da cidadania e da segurança do estado e do cidadão? Será que o decisor de compras também levou um "carrito" entregue à porta de casa pela surra e como quem não quer a coisa?
Para suscitar tal comentário, algo se passa e onde "há fumo, há fogo"? Como o povo também costuma dizer, "a lebre foi levantada..." e como "quem não deve não teme"...que tal uma auditoria ao receptor e ao ofertante quanto à forma como esta oferta foi efectuada e divulgá-la publicamente? Talvez haja mais transparência, não?
Para além destas e outras questões que um tal comentário suscita, o tratamento por "tu" por parte do interlocutor, deve pensar que todos somos "camaradas de armas" e que o comum do cidadão deve ficar calado e com medo de ver a estranheza de um estado de coisas acontecerem em democracia, pelas quais os "senhores da guerra" tudo podem fazer sem que o povinho levante a crista e cale o pio!
Sem mais comentários relevantes desta parte e agradecendo a oportunidade de expôr as razões da incompreensão popular quanto ao processo e à forma como alguns ainda vêem a relação do cidadão com o poder e a autoridade, pois o estado de situação quase policial com que este comentário aparece, tipo "tá caladinho ou levas no focinho", meritórios de um estado pidesco, na sombra e no anonimato da denúncia dos bufos, a ponto de elevar a repressão e a liberdade em Portugal no ano de 2007, faz pressentir que anda no ar mais alguma significativa instabilidade e insatisfação em relação ao poder instituído, que lhes retira benefícios e regalias; não contra os indivíduos cidadãos e o povo, que é sempre o mesmo a sofrer pela injustiça social em exercício e alevar na cabeça à conta de tudo e de nada.
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