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27.6.07

Sapo bug - user alone

Uma vez mais se pergunta para onde vai tanto dinheiro gasto para que um portal como o SAPO dê tralhos destes no seu percurso e trate assim de se fazer ver perante o público.

Durante boa parte do dia, o portal SAPO "deu pau" e vai daí que todos os users eram um só, o ACA: quer fossem joão, sacripanto, josé, manuel, joaquim ou outro qualquer!

Sem apelo nem agravo, o ACA dominou o portal SAPO em força e tudo o que se registasse em tags ou se tentasse entrar nos vídeos ou qualquer acesso, eis o ACA! Deve ser um user que num dia está cheio de marcações e com multiplos acessos, tendo ficado ele mesmo boquiaberto com tanta actividade sob a sua designação.

Sendo mero utilizador, vai aqui a minha pergunta com a natural insatisfação: vale a pena andar a gastar dinheiro nisto e naqueles que andam a ver passar navios na PT multimédia?

19.6.07

Sarcastic band - revivalismo

Sarcastic band - revivalismo

Sobre certas realidades não vale a pena olhar para trás, à espera que se transformem de novo no presente, de tempo e espaço, por muito que se queira reviver algo de muito bom da nossa mundividência e boas experiências da vida.

Os Sarcastic band tiveram uma curta existência e precisamente por isso, quem teve a oportunidade de os ver ao vivo e com a dita de escutar o(s) album(ns) ficou com essa sensação de muito por fazer, um mar de experiências por mostrar, um universo de sensações por viver, mas...já era!

Sem se quererem fazer passar por mais uma experiência de reprise e déjà vu de muitas bandas, foi mesmo assim que os Sarcastic band ficaram: muito da vida para curtir, bons momentos de música para ouvir, a mensagem na altura para passar e...sem mais aparecimentos, deram mesmo por fim do tempo à banda! Respeite-se a sua vontade, designadamente do seu vocalista, hoje com outra mundividência para gerir.

ver Sarcastic band

20.4.07

senhores e engenheiros

Senhores e engenheiros

Entre o povo corre um ditado, " senhor é mais que doutor", tal a consideração popular, fruto de séculos de sabedoria: as pessoas são mais importantes que os títulos.

Num tempo em que já o tempo nada vale, quando se dizia que "tempo é dinheiro", a avaliar pela salganhada da ausência da data no certificado de habilitações de José Sócrates, talvez valha a pena perguntar quanto valeu esta rasura de um simples elemento fundamental, o tempo, pedra basilar de referência na evolução da civilização e na marcação de eras.

N
os dias correntes, as receitas das pessoas em Portugal são avaliadas em contos, essa moeda virtual de dimensão transnacional do mundo português, e as despesas são referidas em euros; é tal a disparidade de sentimentos da população trabalhadora deste país em relação à sua realidade presente, que já será de todo indiferente o que e qual é ou não a qualificação de José Sócrates.

Ressaibiados e extremistas, algumas vozes ainda tem a lata de se escandalizarem quando Salazar é escolhido como o melhor português de sempre. Será de facto ou é a percepção da diferença de carácter, atitude e firmeza na condução dos destinos do país?

Sinais dos tempos sentirão outros, perante os atentados que são feitos às elites e determinados sectores do poder do estado, funcionários públicos entre os mais atingidos na baixeza da consideração por eles, e por fim, os atentados aos construtores dos elementos base da cultura de um país.

Certamente, será difícil ultrapassar esta prova de fogo sem sair chamuscado da voragem política e da notícia preparada com zelo, amparada pela simplicidade de uns quantos favores prometidos e na ausência da sua prestação dos compromissos.

A quem serve toda esta parangona da chicane política? Aos sicários e mercenários do poder é com toda a certeza; ao país de pouco servirá e à sua imagem a nível internacional; finalmente, sobre o povo, a quem deveriam servir os políticos e quantos se dedicam ao serviço público, é que se abate o efeito de dirigentes com curto pudor e sem escrúpulos.

Bem ajam todos os que contribuiram de forma significativa para a revelação de tamanha hipocrisia e da oferta de verdadeiras pechinchas noticiosas em tempo de saldos de verão antecipados.

Quem se proclamava como o paladino da inovação, da transparência, da moralidade, de ter estratégia e visão para o país, ter a honradez e obter a explicação transparente de como se consegue um título académico, já é outra música!

Todavia, tenhamos em conta que não é só esta personalidade, pois nos idos da revolução dos cravos, tomados de assalto os registos das universidades, quantos serão afinal os actuais políticos e titulados académicos que granjearam o seu título com a falcatrua?

Muitas destas pessoas dirigem hoje os destinos de muitas entidades, instituições públicas e empresas, mas como há pouco hábito em Portugal de fazer o rastreio destas titularidades e de confirmar referências, de facto pouco vale o título académico para além da experiência profissional adquirida na base do saber e do que efectivamente se sabe com a experiência da vida

A realidade nua e crua é esta: muitas destas pessoas são os responsáveis hoje pelos nossos destinos no futuro e o espectro do fartar vilanagem no mar rosa do poder é "o que está a dar".

Desconhecia que os blogs fossem tão poderosos a ponto de ultrapassar o 4º poder na revelação destes escândalos, servindo para justificar a tese da cabala política, conforme referido pelo próprio em entrevista televisiva e pelos arregimentados de serviço. A 2 anos de mandato e na sequência da sua ausência do poder, o regresso ao poder baseado na propaganda da falta de consistência dos responsáveis do poder, deixa antever que melhor será começar a preparar as próximas eleições com candidatos à altura, honrados, de carácter firme e sobriedade de conduta ética.

Demitir-se quando o navio está a ser atacado, preserverando o combate político assente em ideias e convicções a favor dos destinos de um país, é cobardia; demitir-se quando a afronta o atinge pessoalmente, até haver luz na escuridão de títulos conquistados de maneira pouco transparente, é humildade e, no limite, firmeza de carácter. A provar-se o contrário e a sua inconsistência, tal atitude colheria muitos frutos entre os eleitores; caso contrário, pagará por ser ou parecer agarrado como uma lapa ao poder, sem eira nem beira para se servir dele.

Uma famosa série de televisão caracterizava bem esta realidade e dava a receita ideal: demita-se senhor ministro!
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