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26.4.07

Faz filmes

Faz filmes - 100porcentocool

Nada melhor num país cheio de filmes do que o apelo lançado pela campanha 100porcentocool na sua edição de 2007, uma iniciativa da ANEBE para marcar de forma assinalável o problema da sinistralidade e dos acidentes rodoviários provocados pela bebida de alcool e por uma condução irresponsável.

A tentativa de interactividade e viral apresentada pelos responsáveis da campanha 100porcentocool parece uma cópia de outra campanha do cantamebocaína.

"Os bons exemplos são para seguir", diziam os meus avós mas para quem se faz pagar pela criatividade e publicidade para ter ideias originais, será a melhor solução e a melhor conseguida nos resultados?

Ficam as boas intenções e as causas, neste caso a favor de uma evidência que ceifa a vida de muitos jovens no nosso país e a encontrar uma cadeira de rodas para toda a vida-hoje com melhores hipóteses de recuperação que outrora- ou, na pior das hipóteses, a morte que na opinião geral de muitos é preferível que anterior.

Será mesmo? Esperamos que os filmes nos convençam mesmo disso e dos efeitos de contra-corrente entre as gerações mais novas, que vale a pena viver e melhorar o país em que vivemos, já que tem uma memória difusa da história difusa do passado e da história, como nos apontou recentemente o Presidente da República no discurso sobre o 25 de Abril.

24.4.07

Imagem Casa Pia

Imagem Casa Pia

Congratulamo-nos com o facto de ter sido lançado o concurso público para alterar a imagem da Casa Pia. Nem só de apontamentos de reparo ou crítica servem as comunicações nos blogs, tal como referimos aqui em notícia anterior, mas também serve para evidenciar factos que alterem significativamente e de forma relevante aquilo que é substancial para uma maior e melhor cidadania.

Diz o povo e com alguma razão confirmada por alguma inércia das instituições públicas, "vale mais tarde que nunca".

20.4.07

senhores e engenheiros

Senhores e engenheiros

Entre o povo corre um ditado, " senhor é mais que doutor", tal a consideração popular, fruto de séculos de sabedoria: as pessoas são mais importantes que os títulos.

Num tempo em que já o tempo nada vale, quando se dizia que "tempo é dinheiro", a avaliar pela salganhada da ausência da data no certificado de habilitações de José Sócrates, talvez valha a pena perguntar quanto valeu esta rasura de um simples elemento fundamental, o tempo, pedra basilar de referência na evolução da civilização e na marcação de eras.

N
os dias correntes, as receitas das pessoas em Portugal são avaliadas em contos, essa moeda virtual de dimensão transnacional do mundo português, e as despesas são referidas em euros; é tal a disparidade de sentimentos da população trabalhadora deste país em relação à sua realidade presente, que já será de todo indiferente o que e qual é ou não a qualificação de José Sócrates.

Ressaibiados e extremistas, algumas vozes ainda tem a lata de se escandalizarem quando Salazar é escolhido como o melhor português de sempre. Será de facto ou é a percepção da diferença de carácter, atitude e firmeza na condução dos destinos do país?

Sinais dos tempos sentirão outros, perante os atentados que são feitos às elites e determinados sectores do poder do estado, funcionários públicos entre os mais atingidos na baixeza da consideração por eles, e por fim, os atentados aos construtores dos elementos base da cultura de um país.

Certamente, será difícil ultrapassar esta prova de fogo sem sair chamuscado da voragem política e da notícia preparada com zelo, amparada pela simplicidade de uns quantos favores prometidos e na ausência da sua prestação dos compromissos.

A quem serve toda esta parangona da chicane política? Aos sicários e mercenários do poder é com toda a certeza; ao país de pouco servirá e à sua imagem a nível internacional; finalmente, sobre o povo, a quem deveriam servir os políticos e quantos se dedicam ao serviço público, é que se abate o efeito de dirigentes com curto pudor e sem escrúpulos.

Bem ajam todos os que contribuiram de forma significativa para a revelação de tamanha hipocrisia e da oferta de verdadeiras pechinchas noticiosas em tempo de saldos de verão antecipados.

Quem se proclamava como o paladino da inovação, da transparência, da moralidade, de ter estratégia e visão para o país, ter a honradez e obter a explicação transparente de como se consegue um título académico, já é outra música!

Todavia, tenhamos em conta que não é só esta personalidade, pois nos idos da revolução dos cravos, tomados de assalto os registos das universidades, quantos serão afinal os actuais políticos e titulados académicos que granjearam o seu título com a falcatrua?

Muitas destas pessoas dirigem hoje os destinos de muitas entidades, instituições públicas e empresas, mas como há pouco hábito em Portugal de fazer o rastreio destas titularidades e de confirmar referências, de facto pouco vale o título académico para além da experiência profissional adquirida na base do saber e do que efectivamente se sabe com a experiência da vida

A realidade nua e crua é esta: muitas destas pessoas são os responsáveis hoje pelos nossos destinos no futuro e o espectro do fartar vilanagem no mar rosa do poder é "o que está a dar".

Desconhecia que os blogs fossem tão poderosos a ponto de ultrapassar o 4º poder na revelação destes escândalos, servindo para justificar a tese da cabala política, conforme referido pelo próprio em entrevista televisiva e pelos arregimentados de serviço. A 2 anos de mandato e na sequência da sua ausência do poder, o regresso ao poder baseado na propaganda da falta de consistência dos responsáveis do poder, deixa antever que melhor será começar a preparar as próximas eleições com candidatos à altura, honrados, de carácter firme e sobriedade de conduta ética.

Demitir-se quando o navio está a ser atacado, preserverando o combate político assente em ideias e convicções a favor dos destinos de um país, é cobardia; demitir-se quando a afronta o atinge pessoalmente, até haver luz na escuridão de títulos conquistados de maneira pouco transparente, é humildade e, no limite, firmeza de carácter. A provar-se o contrário e a sua inconsistência, tal atitude colheria muitos frutos entre os eleitores; caso contrário, pagará por ser ou parecer agarrado como uma lapa ao poder, sem eira nem beira para se servir dele.

Uma famosa série de televisão caracterizava bem esta realidade e dava a receita ideal: demita-se senhor ministro!
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