Numa altura em que as famílias portuguesas já cortam no pão e a crise está amplamente instalada em Portugal, o menino de oiro do PS resolve fazer sair a sua biografia autorizada.A pompa e circunstância alardoada pelos media, contrasta paradoxalmente com a vontade de sorrir a cerrar os dentes e com humor negro, perante a realidade do país a que nos conduziu.As pretensas reformas do Sr. Sócrates, o menino de oiro do PS, a falta de resultados sobre essas mesmas reformas, sobretudo quando há 43 milhões de euros sem justificação ou mal gastos nas contas do estado e o aumento dos custos sociais com a saúde sem razão aparente que os explique; ainda assim, quando o povo sente no lombo a amargura de cortar no pão, segue a procissão dos condenados, nesta procissão socialista de defuntos.
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4.7.08
11.6.08
Europa verde - Portugal vermelho
A Europa respira melhor e está mais saudável no meio desta confusão das greves dos camionistas, sendo a único aspecto positivo no meio dos ricos consumidores europeus, anafados e gordinhos, a olhar para o ar respirável, a apoiar os verdinhos.Portugal verteu sangue na mesma greve de camionistas, excedida a paciência de quem se vê atropelado nos seus direitos de livre adesão a uma greve, que amassou o governo português do Sr. Sócrates, inerte e borradinho de medo, sem piar no seu cantinho. Assim se viu quem sabe comandar os destinos de uma nação e falou do alto quando a classe dos motistas de pesados afrontou o governo do Dr. Cavaco Silva!Aprender o quê? O Sr. Sócrates só cá está para ensinar!.
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7.3.08
Serena borboleta
Já não há palavras para caracterizar tamanha arrogância e formas de comportamento perante a sociedade por parte daqueles que nos governam.A situação dos dirigentes políticos actuais só é comparável, primus inter pares, à situação no final da governação de Guterres, agora pautada por um horizonte absolutista de trajeitos maneiristas que escondem uma ditadura democrática "não saio, daqui ninguém me tira" ou noutras palavras, "não sou eu que estou mal, eles é que não me percebem".A economia é a última a castigar os políticos, mas a primeira a fazer sentir os seus efeitos nocivos entre a arraia popular, sempre esperançados num dia diferente e para melhor. A bonomia do português é mesmo assim, desculpa-se até o piriquito que deixou de cantar ou o incidente "que podia ser pior".O imperdoável nesta matéria é mesmo a mentira arrogante de quem quer mostrar serviço sem a consistência duradoura de obra a perdurar no tempo e na memória.Num esquife à deriva do "salve-se quem puder" que "estou na torre de comando e para mim há-de sempre chegar", a luta de classe dos professores vem mostrar o quanto ainda há para fazer nesta terra de cegos, onde alguém anda a dizer que há luz mas ninguém a vê!A serena borboleta a bater as asas pelas pradarias da insatisfação popular, gerará a breve trecho um turbilhão de ondas de choque desordenado a abater-se sobre cabeças de vento engalanadas.Sem se perceber porque é que não há a coragem política para destituir este (des)governo, quando por muito menos o anterior Presidente da República mandou às couves um governo recém constituído, sem apelo nem agravo, fica a perplexidade de ver passar oportunidades: dizem as más línguas, que havia a "cozinhar na panela" um resguardo preparado para um menino do abono ou do abano partidário!?!
15.1.08
Camelos a voar
Apreciados no seu país de origem, nunca os ditos camelos e dromedários estiveram tão em alta cotação como em Portugal, a avaliar também pelas dificulades que a ASAE tem tido para identificar o importador desses animais de dotes tao apurados.Os valores dos camelos no mercado negro português atingiram valores insuportáveis e há quem queira ver um complot com a organização ASO do Dakar, ao cancelar a prova mais famosa do off road, derivado da suspeita de tráfico destes belos exemplares entre Portugal e os países do magrebe.É que antes havia só camelos a voar na margem sul, mas agora descobriram mais uns quantos ali para o lado da OTA, inclusivé, estes foram descobertos a investir em segredo em terrenos e baldios, de ha uns anos para cá...Mas eles até nem se assustam, porque o governo já fala em levar-lhes água, mais uma milenas de euros para os calar, não vão eles ficar à mingua e morrer de sede.É que nisto de camelos, há uns que voam, só queé muito baixinho...Há camelos e camelos, pois então! Agora já se fala em fazer deles um PIN, isso, um projecto de interesse nacional e propôr à Unão Europeia uma criação intensiva para exportação.
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6.6.07
Lisboa - Dakar 2008
Lisboa - Dakar 2008 A próxima edição do Lisboa - Dakar, para o próximo ano de 2008, já conta com assíduos treinos da massa da urbe que vive ao sul, a concorrer aos projectos do próximo quadro de apoio QCA III 2007-2013 para jipes, motas e camiões, depois do repto lançado pelo organizador máximo da prova, entretanto nomeado pelo governo português, Mário Lino, após o escândalo da corrupção do Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia no financiamento da prova do ano corrente. Após o famoso discurso que trouxe este político português para a ribalta internacional da prova raínha do off road, o primeiro ministro português Engº José Sócrates saudou a sua nomeação do Sr. Engº Mário Lino com enorme entusiasmo e prazer, ao elogiar a sua capacidade técnica e os seus conhecimentos de engenharia mecânica e de bio-diversidade, "extremamente importantes para o desenvolvimento das espécimes autóctones ao sul, carentes de protecção e dinamização de acções de engenharia ambiental". O eleito para este alto cargo, agradeceu a confiança nele depositada e convidou os raríssimos exemplares dos habitantes ao sul em vias de extinção, a fazerem valer as suas qualidades mais realçadas neste últimos tempos de presença nas manifestações ruidosas dos buzinões na ponte e desculpou as últimas ausências verificadas nos eventos por ele convocados, dizendo em jeito de desculpas:
20.4.07
senhores e engenheiros
Senhores e engenheiros Entre o povo corre um ditado, " senhor é mais que doutor", tal a consideração popular, fruto de séculos de sabedoria: as pessoas são mais importantes que os títulos. Num tempo em que já o tempo nada vale, quando se dizia que "tempo é dinheiro", a avaliar pela salganhada da ausência da data no certificado de habilitações de José Sócrates, talvez valha a pena perguntar quanto valeu esta rasura de um simples elemento fundamental, o tempo, pedra basilar de referência na evolução da civilização e na marcação de eras. Nos dias correntes, as receitas das pessoas em Portugal são avaliadas em contos, essa moeda virtual de dimensão transnacional do mundo português, e as despesas são referidas em euros; é tal a disparidade de sentimentos da população trabalhadora deste país em relação à sua realidade presente, que já será de todo indiferente o que e qual é ou não a qualificação de José Sócrates. Ressaibiados e extremistas, algumas vozes ainda tem a lata de se escandalizarem quando Salazar é escolhido como o melhor português de sempre. Será de facto ou é a percepção da diferença de carácter, atitude e firmeza na condução dos destinos do país? Sinais dos tempos sentirão outros, perante os atentados que são feitos às elites e determinados sectores do poder do estado, funcionários públicos entre os mais atingidos na baixeza da consideração por eles, e por fim, os atentados aos construtores dos elementos base da cultura de um país. Certamente, será difícil ultrapassar esta prova de fogo sem sair chamuscado da voragem política e da notícia preparada com zelo, amparada pela simplicidade de uns quantos favores prometidos e na ausência da sua prestação dos compromissos. A quem serve toda esta parangona da chicane política? Aos sicários e mercenários do poder é com toda a certeza; ao país de pouco servirá e à sua imagem a nível internacional; finalmente, sobre o povo, a quem deveriam servir os políticos e quantos se dedicam ao serviço público, é que se abate o efeito de dirigentes com curto pudor e sem escrúpulos. Bem ajam todos os que contribuiram de forma significativa para a revelação de tamanha hipocrisia e da oferta de verdadeiras pechinchas noticiosas em tempo de saldos de verão antecipados. Quem se proclamava como o paladino da inovação, da transparência, da moralidade, de ter estratégia e visão para o país, ter a honradez e obter a explicação transparente de como se consegue um título académico, já é outra música! Todavia, tenhamos em conta que não é só esta personalidade, pois nos idos da revolução dos cravos, tomados de assalto os registos das universidades, quantos serão afinal os actuais políticos e titulados académicos que granjearam o seu título com a falcatrua? Muitas destas pessoas dirigem hoje os destinos de muitas entidades, instituições públicas e empresas, mas como há pouco hábito em Portugal de fazer o rastreio destas titularidades e de confirmar referências, de facto pouco vale o título académico para além da experiência profissional adquirida na base do saber e do que efectivamente se sabe com a experiência da vida A realidade nua e crua é esta: muitas destas pessoas são os responsáveis hoje pelos nossos destinos no futuro e o espectro do fartar vilanagem no mar rosa do poder é "o que está a dar". Desconhecia que os blogs fossem tão poderosos a ponto de ultrapassar o 4º poder na revelação destes escândalos, servindo para justificar a tese da cabala política, conforme referido pelo próprio em entrevista televisiva e pelos arregimentados de serviço. A 2 anos de mandato e na sequência da sua ausência do poder, o regresso ao poder baseado na propaganda da falta de consistência dos responsáveis do poder, deixa antever que melhor será começar a preparar as próximas eleições com candidatos à altura, honrados, de carácter firme e sobriedade de conduta ética. Demitir-se quando o navio está a ser atacado, preserverando o combate político assente em ideias e convicções a favor dos destinos de um país, é cobardia; demitir-se quando a afronta o atinge pessoalmente, até haver luz na escuridão de títulos conquistados de maneira pouco transparente, é humildade e, no limite, firmeza de carácter. A provar-se o contrário e a sua inconsistência, tal atitude colheria muitos frutos entre os eleitores; caso contrário, pagará por ser ou parecer agarrado como uma lapa ao poder, sem eira nem beira para se servir dele. Uma famosa série de televisão caracterizava bem esta realidade e dava a receita ideal: demita-se senhor ministro!
29.3.07
Allgarve - Allberia
Allgarve - Allberia
Independentemente das opiniões técnicas dos publicitários e comunicadores sobre as decisões que levaram à alteração da marca turística de Algarve para Allgarve, dos valores envolvidos nesta campanha e dos factores decisivos que levaram à escolha da agência de comunicação para este efeito, é deveras um assombro a celeuma levantada em torno deste assunto e do afastamento dos políticos em relação à realidade do país, designadamente do Algarve, região ao sul do país e marca turística reconhecida externamente.
A perda de tempo dos políticos no reino do Portugal dos Pequeninos, da visão estratégica ou da sua ausência na manta de retalhos actual do Portugal sem visão de futuro, nem sequer é proveitosa para eles, designadamente da oposição ao actual governo, a ponto de justificar acesos debates em torno da filologia.
A que propósito, senhores deputados? Algo que o justifique a bem da nação? Algo de fundo com incidência no QREN, no quadro estratégico nacional, sobre o qual o governo acaba de definir aspectos bem mais importantes para o futuro nos próximos anos, de 2007 a 2013?
Um amigo viajou para Inglaterra e o Oriente para limpar as vistas desta pequenez constrangedora e voltou passado quase um mês, perguntando quais as novidades. Foi sem surpresa e com humor que recebeu a notícia: no Portugal dos Pequeninos, nada de novo, excepto a polémica do Allgarve.
Já agora, porque não ser deveras inovador, falar com os nossos amigos do PSOE de Espanha e lançar internacionalmente a região do sul da Ibéria, concorrendo fortemente, com lobby da Omniconsul e LPM em parceria também ela inusitada e abranger numa marca concorrente ao nível global do turismo com o Brasil, Maldivas e Thailândia: a ALLIBÉRIA!
O dinamismo de Espanha e a experiência de lobby nas instituições europeias, designadamente ao nível da Comissão Europeia, na área Económica, certamente nos iria ajudar, por acréscimo, já que o "ouro" ficaria nas suas mãos, como tem sido corrente, ao ser veiculado na informação turística dos operadores castelhanos "Algarve - South of Spain".
Acordem senhores políticos que isto já não está para brincadeiras e acabou-se o tempo de recreio!
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