Numa altura em que as famílias portuguesas já cortam no pão e a crise está amplamente instalada em Portugal, o menino de oiro do PS resolve fazer sair a sua biografia autorizada.A pompa e circunstância alardoada pelos media, contrasta paradoxalmente com a vontade de sorrir a cerrar os dentes e com humor negro, perante a realidade do país a que nos conduziu.As pretensas reformas do Sr. Sócrates, o menino de oiro do PS, a falta de resultados sobre essas mesmas reformas, sobretudo quando há 43 milhões de euros sem justificação ou mal gastos nas contas do estado e o aumento dos custos sociais com a saúde sem razão aparente que os explique; ainda assim, quando o povo sente no lombo a amargura de cortar no pão, segue a procissão dos condenados, nesta procissão socialista de defuntos.
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4.7.08
9.4.08
Sem remédio
Sem remédio e com a natural presunção do poder corrompido pela vaidade, aditados maneirismos de quem pensa já noutras ondas após as eleições perdidas de 2009, eis que agora nada serve ao trinbunal de contas dizer seja o que for aos enfunados barris de ar fôfo e sabujo dos apaniguados do poder de que algo vai mal no reino da dinamarca: "sérios reparos ao Governo" nada significam para quem tanto lutou por uma luta acérrima ao despesimo e dá de bandeja um subsídiozito à Fundação Mário Soares em prole da Cooperação(?). A que título, para que projectos e com que resultados?Ninguém sabe mas também não é para ninguém saber!
26.3.08
alguém explica - saúde
Uma coisa tão simples quanto a contenção de custos na administração pública para efectivar a melhoria global da economia e do seu peso institucional vergado sob bigorna férrea que a afunda, e o povinho permanece impávido e sereno quando se riem na cara dele.>p>Este miserabilismo do pobre, que sorri para lhe darem uma esmola para safar a barriga de misérias e ri quando lhe dão míseros cêntimos de aumento na pensão de reforma ou na gamela do queixume, está bem patente na forma como reage à serena anestesia que lhe vão lançando quando reclama.A responsabilidade do Sr. Sócrates na actual situação do país ainda não está verdadeiramente manifesta no que nos arrasta para o fosso; alguém nos explica como se efectuaram tantos cortes, nos médicos, nos enfermeiros, nos hospitais, nos centros de saúde, num rol de fazer inveja à mais organizada paróquia do século XIX e as despesas com os gastos de saúde aumentaram uns milhares valentes de euros?O fim foi melhorar a qualidade de vida das populações? Que o diga o povo com as virtudes que se deitam de cara avermelhada pela vergonha e acordam de cara lavada pelo sofrimento da vida de mais um dia sob o jugo da tirania democrática do Sr. Sócrates.
20.4.07
senhores e engenheiros
Senhores e engenheiros Entre o povo corre um ditado, " senhor é mais que doutor", tal a consideração popular, fruto de séculos de sabedoria: as pessoas são mais importantes que os títulos. Num tempo em que já o tempo nada vale, quando se dizia que "tempo é dinheiro", a avaliar pela salganhada da ausência da data no certificado de habilitações de José Sócrates, talvez valha a pena perguntar quanto valeu esta rasura de um simples elemento fundamental, o tempo, pedra basilar de referência na evolução da civilização e na marcação de eras. Nos dias correntes, as receitas das pessoas em Portugal são avaliadas em contos, essa moeda virtual de dimensão transnacional do mundo português, e as despesas são referidas em euros; é tal a disparidade de sentimentos da população trabalhadora deste país em relação à sua realidade presente, que já será de todo indiferente o que e qual é ou não a qualificação de José Sócrates. Ressaibiados e extremistas, algumas vozes ainda tem a lata de se escandalizarem quando Salazar é escolhido como o melhor português de sempre. Será de facto ou é a percepção da diferença de carácter, atitude e firmeza na condução dos destinos do país? Sinais dos tempos sentirão outros, perante os atentados que são feitos às elites e determinados sectores do poder do estado, funcionários públicos entre os mais atingidos na baixeza da consideração por eles, e por fim, os atentados aos construtores dos elementos base da cultura de um país. Certamente, será difícil ultrapassar esta prova de fogo sem sair chamuscado da voragem política e da notícia preparada com zelo, amparada pela simplicidade de uns quantos favores prometidos e na ausência da sua prestação dos compromissos. A quem serve toda esta parangona da chicane política? Aos sicários e mercenários do poder é com toda a certeza; ao país de pouco servirá e à sua imagem a nível internacional; finalmente, sobre o povo, a quem deveriam servir os políticos e quantos se dedicam ao serviço público, é que se abate o efeito de dirigentes com curto pudor e sem escrúpulos. Bem ajam todos os que contribuiram de forma significativa para a revelação de tamanha hipocrisia e da oferta de verdadeiras pechinchas noticiosas em tempo de saldos de verão antecipados. Quem se proclamava como o paladino da inovação, da transparência, da moralidade, de ter estratégia e visão para o país, ter a honradez e obter a explicação transparente de como se consegue um título académico, já é outra música! Todavia, tenhamos em conta que não é só esta personalidade, pois nos idos da revolução dos cravos, tomados de assalto os registos das universidades, quantos serão afinal os actuais políticos e titulados académicos que granjearam o seu título com a falcatrua? Muitas destas pessoas dirigem hoje os destinos de muitas entidades, instituições públicas e empresas, mas como há pouco hábito em Portugal de fazer o rastreio destas titularidades e de confirmar referências, de facto pouco vale o título académico para além da experiência profissional adquirida na base do saber e do que efectivamente se sabe com a experiência da vida A realidade nua e crua é esta: muitas destas pessoas são os responsáveis hoje pelos nossos destinos no futuro e o espectro do fartar vilanagem no mar rosa do poder é "o que está a dar". Desconhecia que os blogs fossem tão poderosos a ponto de ultrapassar o 4º poder na revelação destes escândalos, servindo para justificar a tese da cabala política, conforme referido pelo próprio em entrevista televisiva e pelos arregimentados de serviço. A 2 anos de mandato e na sequência da sua ausência do poder, o regresso ao poder baseado na propaganda da falta de consistência dos responsáveis do poder, deixa antever que melhor será começar a preparar as próximas eleições com candidatos à altura, honrados, de carácter firme e sobriedade de conduta ética. Demitir-se quando o navio está a ser atacado, preserverando o combate político assente em ideias e convicções a favor dos destinos de um país, é cobardia; demitir-se quando a afronta o atinge pessoalmente, até haver luz na escuridão de títulos conquistados de maneira pouco transparente, é humildade e, no limite, firmeza de carácter. A provar-se o contrário e a sua inconsistência, tal atitude colheria muitos frutos entre os eleitores; caso contrário, pagará por ser ou parecer agarrado como uma lapa ao poder, sem eira nem beira para se servir dele. Uma famosa série de televisão caracterizava bem esta realidade e dava a receita ideal: demita-se senhor ministro!
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