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4.7.08

O menino de oiro

Numa altura em que as famílias portuguesas já cortam no pão e a crise está amplamente instalada em Portugal, o menino de oiro do PS resolve fazer sair a sua biografia autorizada.

A pompa e circunstância alardoada pelos media, contrasta paradoxalmente com a vontade de sorrir a cerrar os dentes e com humor negro, perante a realidade do país a que nos conduziu.

As pretensas reformas do Sr. Sócrates, o menino de oiro do PS, a falta de resultados sobre essas mesmas reformas, sobretudo quando há 43 milhões de euros sem justificação ou mal gastos nas contas do estado e o aumento dos custos sociais com a saúde sem razão aparente que os explique; ainda assim, quando o povo sente no lombo a amargura de cortar no pão, segue a procissão dos condenados, nesta procissão socialista de defuntos.

7.3.08

Serena borboleta

Já não há palavras para caracterizar tamanha arrogância e formas de comportamento perante a sociedade por parte daqueles que nos governam.

A situação dos dirigentes políticos actuais só é comparável,
primus inter pares, à situação no final da governação de Guterres, agora pautada por um horizonte absolutista de trajeitos maneiristas que escondem uma ditadura democrática "não saio, daqui ninguém me tira" ou noutras palavras, "não sou eu que estou mal, eles é que não me percebem".

A economia é a última a castigar os políticos, mas a primeira a fazer sentir os seus efeitos nocivos entre a arraia popular, sempre esperançados num dia diferente e para melhor. A bonomia do português é mesmo assim, desculpa-se até o piriquito que deixou de cantar ou o incidente "que podia ser pior".

O imperdoável nesta matéria é mesmo a mentira arrogante de quem quer mostrar serviço sem a consistência duradoura de obra a perdurar no tempo e na memória.

Num esquife à deriva do "salve-se quem puder" que "estou na torre de comando e para mim há-de sempre chegar", a luta de classe dos professores vem mostrar o quanto ainda há para fazer nesta terra de cegos, onde alguém anda a dizer que há luz mas ninguém a vê!

A serena borboleta a bater as asas pelas pradarias da insatisfação popular, gerará a breve trecho um turbilhão de ondas de choque desordenado a abater-se sobre cabeças de vento engalanadas.

Sem se perceber porque é que não há a coragem política para destituir este (des)governo, quando por muito menos o anterior Presidente da República mandou às couves um governo recém constituído, sem apelo nem agravo, fica a perplexidade de ver passar oportunidades: dizem as más línguas, que havia a "cozinhar na panela" um resguardo preparado para um menino do abono ou do abano partidário!?!

29.3.07

Allgarve - Allberia

Allgarve - Allberia

Independentemente das opiniões técnicas dos publicitários e comunicadores sobre as decisões que levaram à alteração da marca turística de Algarve para Allgarve, dos valores envolvidos nesta campanha e dos factores decisivos que levaram à escolha da agência de comunicação para este efeito, é deveras um assombro a celeuma levantada em torno deste assunto e do afastamento dos políticos em relação à realidade do país, designadamente do Algarve, região ao sul do país e marca turística reconhecida externamente.
A perda de tempo dos políticos no reino do Portugal dos Pequeninos, da visão estratégica ou da sua ausência na manta de retalhos actual do Portugal sem visão de futuro, nem sequer é proveitosa para eles, designadamente da oposição ao actual governo, a ponto de justificar acesos debates em torno da filologia.
A que propósito, senhores deputados? Algo que o justifique a bem da nação? Algo de fundo com incidência no QREN, no quadro estratégico nacional, sobre o qual o governo acaba de definir aspectos bem mais importantes para o futuro nos próximos anos, de 2007 a 2013?
Um amigo viajou para Inglaterra e o Oriente para limpar as vistas desta pequenez constrangedora e voltou passado quase um mês, perguntando quais as novidades. Foi sem surpresa e com humor que recebeu a notícia: no Portugal dos Pequeninos, nada de novo, excepto a polémica do Allgarve.
Já agora, porque não ser deveras inovador, falar com os nossos amigos do PSOE de Espanha e lançar internacionalmente a região do sul da Ibéria, concorrendo fortemente, com lobby da Omniconsul e LPM em parceria também ela inusitada e abranger numa marca concorrente ao nível global do turismo com o Brasil, Maldivas e Thailândia: a ALLIBÉRIA!
O dinamismo de Espanha e a experiência de lobby nas instituições europeias, designadamente ao nível da Comissão Europeia, na área Económica, certamente nos iria ajudar, por acréscimo, já que o "ouro" ficaria nas suas mãos, como tem sido corrente, ao ser veiculado na informação turística dos operadores castelhanos "Algarve - South of Spain".
Acordem senhores políticos que isto já não está para brincadeiras e acabou-se o tempo de recreio!
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