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23.4.08

Falência do estado

Já entre os parceiros sociais se difunde a grande questão como o estado irá sobreviver com o custo de 5% a mais no seu orçamento, devido À sua proposta de pagar mai 5% nos custos dos compromissos sociais com os colaboradores.

É que verdade verdade, mesmo a mais pura verdadinha, as empresas sobrevivem sem os recibos verdes ou dão verdadeiro uso aos compromissos de prestação de serviços. Já o mesmo não se passa com o Estado, que de má fé sempre viveu e sobretudo nos tempos da governação da partidarite, em que abre as goelas e os cordões à bolsa, seja para os serviços seja para os institutos públicos e um manancial de colaboradores a recibos verdes inunda a máquina do estado.

Como os que saem são os que precisam de trabalhar em vez dos aparatnicks, algumas perguntas surgem no horizonte das mentes preversas: terão os arregimentados partidários passado sempre recibo verde? Quantos é que ainda resistem com recibo verde? Em quanto é que as multas ao Estado vão aumentar o seu orçamento real?

E como é que os parceiros sociais caem neste engodo e acham muito bem? É mesmo para ganharem margem de manobra ou para ficarem bem na fotografia?

Estamos na fase do "YES, man" deste governo amigo, não é?


9.11.07

Portimão em obras

Segue-se a monumental desconfiança sobre as previsões das obras estatais sobre as previsões de reparação da ponte velha em Portimão, com pedras saídas há anos sem que alguém se assuste nem repare no caótico trânsito da cidade.

A avaliar pela reparação do pavimento e da taxi way do aeródromo municipal na Penina-Alvôr, algo que deveria ser efecttuado em 3 dias e começado há mais de um mês, com a indelicadeza da ausência de aviso dos principais interessados nacionais e estrangeiros, ainda nem sequer uma marca de pintura levou no asfalto, eis que 15 meses dá para esboçar um largo sorriso sobre os prazos, a incompetência e a promiscuidade da inspecção e avaliação de obras.

Quem queira acreditar, sabemos que a circulação se voltará a fazer daqui a uns bons 3 anos ou mais, sem que se chateiem muito por estas bandas...o turismo é que manda!??!

23.8.07

Estado extorsão - registo filhos


Cabe na cabeça de alguém, que para se registar um filho neste país, caso o nome que lhe queiramos dar não conste da lista de nomes, temos que pagar 150,00 € para ser analisada a eventualidade da sua possível inclusão na lista oficial?

O estado chegou ao ponto de um verdadeiro estado de extorsão dos seus concidadãos, que ainda vão tolerando estas situações de salafrário extorquir de recursos para alimentar a máquina de funcionários desocupados.

Este é que é um verdadeiro poço alfombrico de apoio à procriação e à natalidade.

Por isso, caros nacionais e estrangeiros, livrem-se de imaginar sequer um nome diferente para o vosso filho para além do Manuel e da Maria...esses são certos, de outros, quem o sabe?

6.6.07

Lisboa - Dakar 2008

Lisboa - Dakar 2008

A próxima edição do Lisboa - Dakar, para o próximo ano de 2008, já conta com assíduos treinos da massa da urbe que vive ao sul, a concorrer aos projectos do próximo quadro de apoio QCA III 2007-2013 para jipes, motas e camiões, depois do repto lançado pelo organizador máximo da prova, entretanto nomeado pelo governo português, Mário Lino, após o escândalo da corrupção do Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia no financiamento da prova do ano corrente.

Após o famoso discurso que trouxe este político português para a ribalta internacional da prova raínha do off road, o primeiro ministro português Engº José Sócrates saudou a sua nomeação do Sr. Engº Mário Lino com enorme entusiasmo e prazer, ao elogiar a sua capacidade técnica e os seus conhecimentos de engenharia mecânica e de bio-diversidade, "extremamente importantes para o desenvolvimento das espécimes autóctones ao sul, carentes de protecção e dinamização de acções de engenharia ambiental".

O eleito para este alto cargo, agradeceu a confiança nele depositada e convidou os raríssimos exemplares dos habitantes ao sul em vias de extinção, a fazerem valer as suas qualidades mais realçadas neste últimos tempos de presença nas manifestações ruidosas dos buzinões na ponte e desculpou as últimas ausências verificadas nos eventos por ele convocados, dizendo em jeito de desculpas:


20.4.07

senhores e engenheiros

Senhores e engenheiros

Entre o povo corre um ditado, " senhor é mais que doutor", tal a consideração popular, fruto de séculos de sabedoria: as pessoas são mais importantes que os títulos.

Num tempo em que já o tempo nada vale, quando se dizia que "tempo é dinheiro", a avaliar pela salganhada da ausência da data no certificado de habilitações de José Sócrates, talvez valha a pena perguntar quanto valeu esta rasura de um simples elemento fundamental, o tempo, pedra basilar de referência na evolução da civilização e na marcação de eras.

N
os dias correntes, as receitas das pessoas em Portugal são avaliadas em contos, essa moeda virtual de dimensão transnacional do mundo português, e as despesas são referidas em euros; é tal a disparidade de sentimentos da população trabalhadora deste país em relação à sua realidade presente, que já será de todo indiferente o que e qual é ou não a qualificação de José Sócrates.

Ressaibiados e extremistas, algumas vozes ainda tem a lata de se escandalizarem quando Salazar é escolhido como o melhor português de sempre. Será de facto ou é a percepção da diferença de carácter, atitude e firmeza na condução dos destinos do país?

Sinais dos tempos sentirão outros, perante os atentados que são feitos às elites e determinados sectores do poder do estado, funcionários públicos entre os mais atingidos na baixeza da consideração por eles, e por fim, os atentados aos construtores dos elementos base da cultura de um país.

Certamente, será difícil ultrapassar esta prova de fogo sem sair chamuscado da voragem política e da notícia preparada com zelo, amparada pela simplicidade de uns quantos favores prometidos e na ausência da sua prestação dos compromissos.

A quem serve toda esta parangona da chicane política? Aos sicários e mercenários do poder é com toda a certeza; ao país de pouco servirá e à sua imagem a nível internacional; finalmente, sobre o povo, a quem deveriam servir os políticos e quantos se dedicam ao serviço público, é que se abate o efeito de dirigentes com curto pudor e sem escrúpulos.

Bem ajam todos os que contribuiram de forma significativa para a revelação de tamanha hipocrisia e da oferta de verdadeiras pechinchas noticiosas em tempo de saldos de verão antecipados.

Quem se proclamava como o paladino da inovação, da transparência, da moralidade, de ter estratégia e visão para o país, ter a honradez e obter a explicação transparente de como se consegue um título académico, já é outra música!

Todavia, tenhamos em conta que não é só esta personalidade, pois nos idos da revolução dos cravos, tomados de assalto os registos das universidades, quantos serão afinal os actuais políticos e titulados académicos que granjearam o seu título com a falcatrua?

Muitas destas pessoas dirigem hoje os destinos de muitas entidades, instituições públicas e empresas, mas como há pouco hábito em Portugal de fazer o rastreio destas titularidades e de confirmar referências, de facto pouco vale o título académico para além da experiência profissional adquirida na base do saber e do que efectivamente se sabe com a experiência da vida

A realidade nua e crua é esta: muitas destas pessoas são os responsáveis hoje pelos nossos destinos no futuro e o espectro do fartar vilanagem no mar rosa do poder é "o que está a dar".

Desconhecia que os blogs fossem tão poderosos a ponto de ultrapassar o 4º poder na revelação destes escândalos, servindo para justificar a tese da cabala política, conforme referido pelo próprio em entrevista televisiva e pelos arregimentados de serviço. A 2 anos de mandato e na sequência da sua ausência do poder, o regresso ao poder baseado na propaganda da falta de consistência dos responsáveis do poder, deixa antever que melhor será começar a preparar as próximas eleições com candidatos à altura, honrados, de carácter firme e sobriedade de conduta ética.

Demitir-se quando o navio está a ser atacado, preserverando o combate político assente em ideias e convicções a favor dos destinos de um país, é cobardia; demitir-se quando a afronta o atinge pessoalmente, até haver luz na escuridão de títulos conquistados de maneira pouco transparente, é humildade e, no limite, firmeza de carácter. A provar-se o contrário e a sua inconsistência, tal atitude colheria muitos frutos entre os eleitores; caso contrário, pagará por ser ou parecer agarrado como uma lapa ao poder, sem eira nem beira para se servir dele.

Uma famosa série de televisão caracterizava bem esta realidade e dava a receita ideal: demita-se senhor ministro!
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